SÃO PAULO — Representantes de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos se reuniram na Federação Paulista de Futebol para articular ações contra a Medida Provisória que extingue as bets no Brasil. Dirigentes de clubes de outras partes do país também participam da mobilização.
A orientação é procurar parlamentares próximos às equipes para defender a rejeição da medida em Brasília. O torneio estadual paulista tinha o nome de uma casa de apostas, e os clubes envolvidos deixarão de arrecadar mais de R$ 400 mil.
Tramitação no Congresso
A Medida Provisória precisa ser analisada por uma comissão mista, formada por deputados federais e senadores. Depois do parecer, o texto segue para a Câmara dos Deputados Federais, onde precisa de maioria simples. Se for aprovado, passa ao Senado, que pode mantê-lo, rejeitá-lo ou modificá-lo.
Caso o Senado faça alterações, a proposta retorna à Câmara. Se a Câmara não aprovar a medida, ela fica extinta. O Congresso tem quatro meses para votar a MP; depois desse prazo, ela será considerada nula.
Os principais clubes brasileiros acreditam que a possibilidade de anular a medida crescerá depois das eleições presidenciais. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, é um dos defensores dessa avaliação.
“Espero sinceramente que, a partir da semana que vem, isso seja revisitado, ou pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso Nacional”, afirmou Baptista ao canal Mengocast, no YouTube.
O dirigente também disse que a decisão pode enfraquecer o futebol brasileiro e fortalecer o futebol argentino. Para ele, a medida não reduzirá o endividamento do brasileiro médio. Os clubes contam com lobistas, definidos no texto como pessoas que influenciam políticos em defesa das teses das equipes.



