O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, afirmou que a proibição das casas de apostas no Brasil deve pressionar as finanças do clube nos próximos meses. Em entrevista ao videocast da FlamengoTV, ele citou o compromisso de pagar a contratação de Lucas Paquetá, no valor de R$ 315 milhões.
Baptista questionou a decisão do governo federal, tomada a uma semana das eleições, e disse que a medida afeta as receitas futuras do Flamengo. Na avaliação do dirigente, a restrição compromete a folha salarial do futebol, os pagamentos parcelados de contratações e os recursos destinados aos esportes olímpicos.
O presidente apresentou estimativas de redução de R$ 20 milhões nos esportes olímpicos, R$ 63 milhões em placas publicitárias e R$ 27 milhões no Campeonato Carioca. Ele também afirmou que o fim dos patrocínios provocará o desaparecimento de premiações e propriedades indiretas do futebol regional.
Baptista disse ainda que o governo federal arrecadou mais de R$ 9 bilhões com as concessões e agora considera a atividade ilegal sem devolver os valores. Para ele, a medida reduzirá o nível dos elencos e do futebol brasileiro, além de beneficiar países vizinhos como a Argentina. O dirigente afirmou que a proibição não resolverá o endividamento das famílias nem os problemas relacionados às apostas.



