Pesquisadores e construtoras estudam o uso de um concreto capaz de ajudar a fechar pequenas fissuras sozinho. Conhecido como cimento vivo ou concreto autorregenerativo, o material utiliza bactérias adormecidas incorporadas à estrutura para reagir quando a umidade entra por uma abertura.
A tecnologia não elimina qualquer rachadura nem substitui a avaliação técnica de construções com sinais de problemas. O funcionamento depende de fatores como o tipo e o tamanho da fissura, a umidade disponível e as características do concreto utilizado.
Como funciona
Quando uma pequena fissura permite a entrada de água, as bactérias podem voltar à atividade. Elas participam de uma reação que produz minerais capazes de preencher parte da abertura. Com isso, o processo ajuda a selar a fissura e reduz a passagem de água.
A entrada de umidade pode acelerar o desgaste do concreto ao longo do tempo. Por esse motivo, a capacidade de fechar determinadas aberturas desperta interesse para estruturas expostas constantemente à água e pode contribuir para aumentar sua durabilidade.
Aplicação em obras
O concreto autorregenerativo já começou a ser usado em aplicações práticas por construtoras. Pesquisadores também avaliam seu emprego em pontes, túneis e edifícios.
A tecnologia pode permitir que o próprio material ajude a tratar pequenos danos antes que eles provoquem problemas maiores. Dependendo da situação, isso pode reduzir intervenções de manutenção, além do consumo de materiais e do uso de mão de obra.
Ainda assim, o cimento vivo não representa o fim das rachaduras nas construções. Fissuras continuam exigindo acompanhamento e, em alguns casos, reparos específicos. O material oferece um mecanismo de autocura para determinadas aberturas e pode prolongar a vida útil de algumas estruturas.



