Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Deputado pede ao STF apuração sobre doações ligadas a Tarcísio e Bolsonaro

Alencar Santana solicitou diligências sobre supostos pagamentos de propina relacionados ao Banco Master e ao Credcesta.

O deputado Alencar Santana (PT-SP)•Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apure supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro. A notícia de fato foi protocolada nesta sexta-feira (4) e encaminhada ao ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero no STF.

Na petição, o parlamentar solicita que as informações sejam incluídas na investigação em andamento. O pedido menciona declarações atribuídas a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, sobre doações oficiais que teriam sido usadas para ocultar pagamentos de propina.

Valores e suspeitas citadas

De acordo com a representação, as doações teriam sido formalmente feitas pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Os valores indicados são de R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio ao Governo de São Paulo em 2022 e de R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro à Presidência da República.

A possível contrapartida estaria ligada à permanência do Credcesta, produto de crédito consignado do grupo Banco Master, na folha de pagamento dos servidores públicos do Estado de São Paulo. A petição também menciona suspeitas de repasses equivalentes a 5% do resultado líquido da operação no estado e de aproximadamente R$ 10 milhões em pagamentos não declarados, em dinheiro, que depois teriam sido destinados a campanhas eleitorais.

Santana pediu que a Procuradoria-Geral da República seja ouvida e listou diligências. Entre elas estão o acesso às propostas de colaboração de Daniel Vorcaro, a apuração da origem das doações, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabiano Zettel, o envio de relatórios do Coaf e a requisição de documentos do Governo de São Paulo sobre o Credcesta.

O deputado afirma que os fatos podem indicar, em tese, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro e os demais citados negam irregularidades.

A apresentação da notícia de fato não abre automaticamente uma investigação. O STF e a Procuradoria-Geral da República ainda deverão analisar o pedido e decidir sobre eventual instauração de procedimentos.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.