Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Drones aceleram aplicação de inseto contra avanço do araçá no Havaí

Testes usam folhas infestadas por um inseto brasileiro para reduzir o vigor e a reprodução da árvore em áreas remotas.

Drones aceleram aplicação de inseto contra avanço do araçá no Havaí
Foto: Ilustração/feita por Inteligência Artificial

Pesquisadores testaram drones para levar um inseto brasileiro a regiões de difícil acesso no Havaí, em uma tentativa de conter o avanço do araçá nas florestas do arquipélago. A espécie foi introduzida nas ilhas em 1825 por causa dos frutos e se espalhou por áreas de mata nativa.

Conhecido localmente como strawberry guava, o araçá tem o nome científico Psidium cattleyanum. No Brasil, a árvore conta com controles naturais que não estão presentes no ambiente havaiano. Sem essa regulação, a planta passou a formar agrupamentos densos, ocupar o espaço de espécies locais e modificar características da floresta.

Pesquisas também associam a invasão a mudanças na disponibilidade de água e na estrutura dos ecossistemas havaianos. Para reduzir o impacto da espécie sem matar as árvores, os cientistas recorreram ao Tectococcus ovatus, inseto originário do Brasil.

Como o método foi testado

O inseto provoca a formação de galhas nas folhas do araçá, o que reduz o vigor e a reprodução da planta. Antes da liberação no Havaí, foram realizados testes de especificidade.

Um estudo publicado em 2025 no Journal of Economic Entomology avaliou drones que soltam folhas infestadas com o agente biológico diretamente sobre as copas. O procedimento levou, em média, 2,8 minutos por árvore, enquanto o método com hastes a partir do solo consumiu 12 minutos. A diferença representou uma redução de 77% no tempo.

Depois de um ano, 63% das árvores tratadas por drones apresentavam colonização, contra 38% das submetidas ao método terrestre. Os pesquisadores também criaram equipamentos para transportar dezenas de unidades por voo.

A técnica pode ampliar o controle em áreas florestais extensas. Ainda assim, limitações técnicas e regulatórias impedem que os drones sejam usados sozinhos em uma aplicação de larga escala.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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