Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Araçá-vermelho introduzido no Havaí ameaça vegetação nativa

Espécie brasileira chegou ao arquipélago em 1825 e passou a ser controlada com insetos nativos e drones.

Araçá-vermelho introduzido no Havaí ameaça vegetação nativa
Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube

Introduzido no arquipélago em 1825 para ampliar as opções de alimento da população, o araçá-vermelho se espalhou por diferentes áreas e passou a ameaçar a vegetação nativa. A árvore brasileira, conhecida cientificamente como Psidium cattleianum, ocupa grandes extensões e compete com espécies locais.

Com o avanço da espécie, algumas florestas tiveram sua composição alterada. Em determinadas regiões, o araçá-vermelho forma áreas densas, reduz a entrada de luz e dificulta o desenvolvimento de outras plantas.

Controle biológico

No Brasil, a expansão da árvore é limitada por predadores, doenças e outros mecanismos naturais. No Havaí, porém, esses controles não atuam da mesma forma, o que favoreceu o crescimento acelerado da espécie. Atualmente, o araçá-vermelho é considerado invasor em diferentes áreas do arquipélago.

Para tentar conter o avanço sem provocar novos impactos ambientais, pesquisadores passaram a usar o Tectococcus ovatus, um pequeno inseto nativo do Brasil que mantém uma relação específica com a árvore. O inseto se alimenta do araçá-vermelho e provoca galhas nas folhas, prejudicando o desenvolvimento da planta e reduzindo sua capacidade de ocupar novas áreas.

As autoridades havaianas aprovaram o uso do inseto como agente de controle biológico em 2012. A estratégia substitui a dependência exclusiva de métodos químicos ou da retirada manual das árvores por uma alternativa baseada em um inimigo natural da espécie.

Uso de drones

A distribuição dos insetos em áreas extensas de floresta ainda representava um desafio, especialmente em locais de difícil acesso. Por isso, pesquisadores começaram a testar drones para realizar o trabalho.

Com a tecnologia, o tempo necessário para tratar cada árvore caiu de aproximadamente 12 minutos para 2,8 minutos. A taxa de colonização do inseto também aumentou: após um ano, passou de 38% para 63%.

A combinação entre controle biológico e drones ainda está em desenvolvimento. A expectativa dos pesquisadores é tornar o combate ao araçá-vermelho mais rápido e ampliar o alcance da ação em regiões de difícil acesso.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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