Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Enrolar a língua em formato de U não indica mais criatividade

A habilidade depende de fatores físicos e não pode ser usada como teste de inteligência, personalidade ou capacidade de resolver problemas.

Enrolar a língua em formato de U não indica mais criatividade
Foto: Ilustração/IA

Conseguir enrolar a língua e formar um “U” é uma habilidade que algumas pessoas realizam naturalmente, enquanto outras não conseguem repetir o movimento. Apesar de aparecer em brincadeiras e comparações, o gesto não comprova maior criatividade, inteligência ou facilidade para encontrar soluções.

A capacidade depende principalmente da coordenação dos músculos, da anatomia individual e do controle voluntário dos movimentos. Experiência e prática também podem influenciar a forma como cada pessoa movimenta a língua. Por isso, não conseguir fazer o gesto não significa ter algum problema ou deficiência.

Influência genética e diferenças individuais

Durante muito tempo, difundiu-se a ideia de que enrolar a língua seria determinado por um único gene. Pesquisas com famílias e gêmeos, porém, encontraram indícios de influência genética sem sustentar que apenas um gene dominante explique a habilidade.

A combinação entre características anatômicas, controle motor, experiência e prática ajuda a explicar por que algumas pessoas conseguem realizar o movimento e outras não. Algumas descobrem a habilidade espontaneamente; outras precisam de tentativas para entender como posicionar a língua.

Criatividade não depende de um movimento

A associação entre o gesto e a criatividade aparece porque a ação envolve experimentar e controlar um movimento que nem todos conseguem reproduzir. Na psicologia, no entanto, criatividade inclui produzir ideias diferentes, encontrar possibilidades, combinar informações e mudar de estratégia diante de dificuldades.

A resolução de problemas também envolve fatores como raciocínio, memória, conhecimento adquirido, flexibilidade cognitiva e capacidade de testar estratégias. Assim, uma pessoa pode enrolar a língua e não apresentar nenhuma característica especial nessas áreas. Da mesma forma, quem não consegue fazer o movimento pode ser criativo e ter facilidade para solucionar problemas.

Não há evidência científica robusta que permita usar o formato da língua como indicador de personalidade ou capacidade intelectual. A habilidade mostra apenas que determinada pessoa consegue realizar aquele movimento. Ela continua sendo uma curiosidade sobre as diferenças entre os corpos humanos, e não um teste psicológico.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.