Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro exonera assessor que foi vice-presidente da Caixa

Celso Leonardo Barbosa havia sido contratado em junho de 2025 por R$ 20,7 mil mensais e deixou o gabinete após questionamentos.

Flávio Bolsonaro empregou ex-vice-presidente da Caixa demitido por assédio sexual

O senador Flávio Bolsonaro contratou Celso Leonardo Barbosa, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, como assessor parlamentar em junho de 2025. O salário mensal era de R$ 20,7 mil. Barbosa foi exonerado depois que o gabinete do senador foi questionado sobre sua permanência na equipe.

Barbosa deixou a Caixa após denúncias de assédio sexual envolvendo integrantes da direção do banco. Ele era considerado homem de confiança de Pedro Guimarães, então presidente da instituição, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro. Guimarães também deixou a Caixa após denúncias de assédio sexual.

Uma empregada da Caixa denunciou ter sido assediada sexualmente por Barbosa durante uma viagem a Goiás, ligada ao programa Caixa Mais Brasil. Em 2022, uma funcionária também acusou o ex-vice-presidente de acobertar assédios atribuídos a Pedro Guimarães.

Barbosa formalizou um acordo de não persecução penal com a Justiça em processo relacionado ao caso de assédio. Ele assumiu culpa e prestou serviços comunitários. O ex-vice-presidente também responde a um processo por falsidade ideológica. A denúncia afirma que ele inseriu informações inverídicas em documentos usados na indicação para a vice-presidência da Caixa.

Atuação no gabinete e como professor

Além do trabalho no Senado, Barbosa atuava como professor da Fundação Dom Cabral. A instituição informou que ele estava cadastrado como professor convidado eventual, sem vínculo empregatício.

Registros publicados nas redes sociais de Barbosa mostram aulas e palestras realizadas durante o horário de expediente, inclusive fora de Brasília. Nessas redes, ele não informa a passagem pela Caixa nem o cargo de assessor parlamentar.

Flávio Bolsonaro afirmou que Barbosa omitiu pendências judiciais relevantes da chefia e violou normas do Senado ao exercer atividades particulares durante o expediente. “Diante da gravidade dos fatos, o desligamento foi realizado de forma imediata”, declarou o senador.

A presidenta do Sindicato dos empregados da Caixa, Neiva Ribeiro, disse que a entidade havia cobrado providências diante das denúncias contra Pedro Guimarães e integrantes de sua equipe. Para ela, a contratação de Barbosa como assessor, com remuneração superior a R$ 20 mil, representa uma premiação após um histórico de abusos e ilegalidades.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.