Porto Alegre, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro não informa quem pagou viagens internacionais em jato

Senador fez ao menos quatro viagens com Willer Tomaz entre janeiro e maio de 2025, incluindo um voo em aeronave ligada a Daniel Vorcaro.

Jato não é uber: quem paga os voos internacionais de Flávio Bolsonaro?

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, fez ao menos quatro viagens internacionais entre janeiro e maio de 2025 ao lado do advogado Willer Tomaz. Em uma delas, no trajeto dos EUA para o Brasil, os dois viajaram em um jato que pertencia a Daniel Vorcaro. O senador não informou quem custeou os voos.

A informação sobre o uso da aeronave foi revelada por Patrik Camporez e Breno Pires. Questionado, Flávio Bolsonaro afirmou: “Ainda bem que na época o avião era de Willer.” A declaração não esclareceu quem pagou a viagem.

Até maio, o senador também negava conhecer Vorcaro. A afirmação foi contestada após uma reportagem liderada por Paulo Motoryn mencionar a cobrança de U$ 24 milhões ao dono do banco Master. O caso também envolve mais de U$ 12 milhões transferidos por Vorcaro para um fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. O texto-fonte afirma que não houve prestação de contas sobre a utilização desse valor.

Despesas investigadas no Rio

Investigações que resultaram em denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra Flávio Bolsonaro apontaram um desvio de, pelo menos, R$ 6 milhões. Segundo o MP-RJ, o então deputado usava dinheiro vivo, que não saía de suas contas, para pagar despesas pessoais.

Os pagamentos incluíram IPTU, planos de saúde, escolas das filhas e salários de empregadas. Nos boletos de despesas pessoais, foram usados R$ 261,6 mil. Outros R$ 91,8 mil foram destinados a impostos relacionados a imóveis, além de R$ 40 mil para salários de empregadas.

Na ocasião, Fabrício Queiroz foi flagrado pagando parte dos boletos. O custeio das viagens internacionais permanece sem explicação pública atribuída ao senador.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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