Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Brasil

Instabilidade do Sol pode desorganizar planetas gigantes antes do previsto

Simulações apontam que a perda irregular de massa solar pode desestabilizar o Sistema Solar após a formação da anã branca.

Instabilidade do Sol pode desorganizar planetas gigantes antes do previsto
Foto: Reprodução/Nasa

Simulações indicam que a perda irregular de massa do Sol pode desestabilizar as órbitas dos planetas gigantes muito antes do que apontavam estimativas anteriores. O estudo foi publicado no The Astrophysical Journal Letters e prevê um possível colapso da arquitetura do sistema cerca de 1 bilhão de anos depois de o Sol se tornar uma anã branca.

Modelos anteriores estimavam que Júpiter, Saturno, Urano e Netuno poderiam permanecer em órbitas estáveis por períodos próximos de 10¹⁸ anos. A nova análise considera que a perda de massa solar pode ocorrer de maneira menos uniforme, com ejeções irregulares e assimétricas capazes de provocar pequenos trancos gravitacionais.

Essa abordagem fez com que as simulações registrassem mudanças aleatórias nas órbitas dos planetas exteriores. Em alguns cenários, os cruzamentos orbitais começaram ainda durante a fase de gigante vermelha. Cerca de 40% das simulações apresentaram perturbações severas ou espalhamento violento antes da formação da anã branca. Aproximadamente 90% dos cenários terminaram em desintegração dinâmica dentro de 3 bilhões de anos após essa etapa.

Simulações em supercomputadores

O trabalho foi conduzido por Konstantin Batygin, Jim Fuller e Fred C. Adams, ligados ao Caltech e a outras instituições. Os pesquisadores usaram simulações numéricas de N-corpos em supercomputadores para acompanhar o comportamento do Sol e dos quatro planetas gigantes ao longo de bilhões de anos.

O destino da Terra ocorreria antes dessa instabilidade dos planetas gigantes. O Sol ainda permaneceria na sequência principal por vários bilhões de anos, antes de se expandir como gigante vermelha e terminar como anã branca. Nesse processo, os planetas interiores ficariam mais vulneráveis, embora a pesquisa tenha se concentrado em Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

O estudo modifica a compreensão sobre a estabilidade final do Sistema Solar, mas descreve um cenário para um futuro extremamente distante e não representa ameaça à Terra em escalas de tempo humanas.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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