Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

James Webb e Hubble identificam 27 objetos além de Netuno

Corpos gelados do Cinturão de Kuiper preservam características que podem ajudar a explicar a formação dos planetas.

James Webb e Hubble identificam 27 objetos além de Netuno
Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube

Pesquisadores combinaram dados dos telescópios espaciais James Webb e Hubble para identificar 27 objetos transnetunianos além de Netuno. Os corpos, que fazem parte do Cinturão de Kuiper, podem preservar informações sobre uma das fases iniciais da formação do Sistema Solar.

A região reúne restos de poeira e material sólido que existiam no disco ao redor do Sol jovem. Por isso, o estudo desses objetos pode ajudar a investigar como os primeiros blocos que deram origem aos planetas se juntaram.

Objetos pouco brilhantes

Alguns dos corpos detectados têm cerca de 5 quilômetros de diâmetro e são extremamente difíceis de observar. Um deles é tão pouco luminoso que a dificuldade de detecção foi comparada à tentativa de enxergar um enxame de vaga-lumes na Lua a partir da Terra.

O Hubble contribuiu com observações em luz visível, enquanto o James Webb ampliou a capacidade de analisar objetos muito distantes e fracos. A combinação dos equipamentos permitiu estudar corpos menores do que aqueles normalmente observados nessa região.

A análise das superfícies mostrou que os objetos têm cores semelhantes às de corpos maiores do Cinturão de Kuiper. Esse padrão indica que algumas características originais podem ter permanecido preservadas por bilhões de anos, mesmo com mudanças nas órbitas de parte deles.

Órbitas e formação planetária

Os pesquisadores compararam dois grupos: os objetos dinamicamente frios e os chamados quentes. Os primeiros mantêm órbitas mais próximas das condições originais. Os segundos passaram por alterações orbitais maiores, associadas à migração dos planetas gigantes.

Apesar da diferença entre as trajetórias, os dois grupos apresentaram distribuição de tamanhos semelhante. O resultado pode ajudar na investigação sobre a formação do Cinturão de Kuiper e dos planetas.

Ainda será necessário ampliar a amostra e avaliar quantas colisões esses corpos sofreram. Novas observações também devem testar os modelos usados para explicar como eles preservaram características tão antigas.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.