Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Hastes flexíveis podem empurrar cera para dentro do ouvido, alertam especialistas

A limpeza interna não precisa seguir calendário; sintomas ou acúmulo recorrente exigem avaliação profissional.

Hastes flexíveis podem empurrar cera para dentro do ouvido, alertam especialistas
Foto: Ilustração/Inteligência artificial

A limpeza interna do ouvido não precisa seguir uma frequência fixa para a maioria das pessoas. O cerume é produzido pelo próprio organismo e tem funções de proteção: lubrifica o canal auditivo, retém sujeira e dificulta a proliferação de bactérias.

Em condições normais, a cera se desloca sozinha até a entrada do canal. A higiene deve se limitar à parte externa da orelha, sem a necessidade de estabelecer uma rotina semanal, mensal ou baseada em determinado número de dias.

Quando buscar avaliação

A produção de cerume varia entre as pessoas. Quando a eliminação natural não acontece de forma adequada, o material pode se acumular, bloquear o canal e causar sensação de ouvido tampado, coceira, zumbido ou perda de audição.

Nos casos de repetição, um profissional de saúde pode verificar se é necessário fazer a remoção periodicamente. A Mayo Clinic informa que pessoas com acúmulo recorrente podem precisar de acompanhamento e limpeza uma ou duas vezes por ano, conforme a avaliação profissional.

Dor, secreção, zumbido persistente, dificuldade para ouvir ou sensação de ouvido tampado também são sinais para procurar atendimento antes de tentar retirar a cera por conta própria.

Risco de objetos no canal

Hastes flexíveis, grampos e outros objetos podem fazer o cerume avançar para áreas mais profundas, em vez de retirá-lo. A introdução desses itens ainda pode ferir a pele do canal auditivo ou o tímpano.

Por isso, a orientação é não inserir objetos no ouvido. Na ausência de excesso de cera ou sintomas, a limpeza externa é suficiente; quando há sinais de obstrução ou desconforto, a remoção deve ser avaliada por um profissional.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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