A limpeza interna do ouvido não precisa seguir uma frequência fixa para a maioria das pessoas. O cerume é produzido pelo próprio organismo e tem funções de proteção: lubrifica o canal auditivo, retém sujeira e dificulta a proliferação de bactérias.
Em condições normais, a cera se desloca sozinha até a entrada do canal. A higiene deve se limitar à parte externa da orelha, sem a necessidade de estabelecer uma rotina semanal, mensal ou baseada em determinado número de dias.
Quando buscar avaliação
A produção de cerume varia entre as pessoas. Quando a eliminação natural não acontece de forma adequada, o material pode se acumular, bloquear o canal e causar sensação de ouvido tampado, coceira, zumbido ou perda de audição.
Nos casos de repetição, um profissional de saúde pode verificar se é necessário fazer a remoção periodicamente. A Mayo Clinic informa que pessoas com acúmulo recorrente podem precisar de acompanhamento e limpeza uma ou duas vezes por ano, conforme a avaliação profissional.
Dor, secreção, zumbido persistente, dificuldade para ouvir ou sensação de ouvido tampado também são sinais para procurar atendimento antes de tentar retirar a cera por conta própria.
Risco de objetos no canal
Hastes flexíveis, grampos e outros objetos podem fazer o cerume avançar para áreas mais profundas, em vez de retirá-lo. A introdução desses itens ainda pode ferir a pele do canal auditivo ou o tímpano.
Por isso, a orientação é não inserir objetos no ouvido. Na ausência de excesso de cera ou sintomas, a limpeza externa é suficiente; quando há sinais de obstrução ou desconforto, a remoção deve ser avaliada por um profissional.



