Porto Alegre, Sábado, 26 de setembro de 2026
Brasil

Mensagens mostram cobranças por recursos para o filme Dark Horse

Conversas revelam pressão de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel para liberar pagamentos ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro.

Pressão para liberar recursos a ‘Dark Horse’ foi intensa e constante, revelam mensagens de Vorcaro

Mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram cobranças recorrentes para liberar recursos destinados a Dark Horse, filme de propaganda sobre Jair Bolsonaro (PL). Os diálogos também registram a tensão de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, diante dos atrasos e das dificuldades para realizar os pagamentos.

Em 20 de janeiro de 2025, Zettel avisou que o responsável pelo filme o pressionava e havia enviado um fluxo de pagamentos. No dia seguinte, enquanto os dois tratavam de um fluxo de “55,5 milhões”, Vorcaro perguntou se a produção estava incluída. A resposta indicou que o filme envolveria “10 de 2.5 de dólares”.

Uma semana depois, Vorcaro classificou a tarefa como a mais importante entre as pendências e afirmou que ela não poderia falhar novamente. O processo, porém, enfrentou obstáculos operacionais. Em 29 de janeiro, Zettel informou que a empresa criada para fazer os pagamentos não tinha cadastro suficiente para enviar os câmbios. No dia seguinte, mencionou que o repasse seria de “2M de dólares”.

As cobranças continuaram em 3 de fevereiro. Zettel relatou que ainda precisava definir qual empresa faria o pagamento do filme, enquanto Vorcaro insistia na necessidade de concluir o câmbio. Na mesma conversa, foi mencionada uma carta de “34M” para despesas, o filme e outra frente identificada como “SL”.

A alternativa encontrada envolveu a Entre Investimentos e Participações, de Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Em 5 de fevereiro, Vorcaro orientou que o dinheiro fosse enviado por essa estrutura. Uma transferência de 2 milhões de dólares foi feita para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, sob responsabilidade do advogado Paulo Calixto.

Em 6 de fevereiro, o publicitário Thiago Miranda informou a Vorcaro que o pagamento do filme estava parado. O banqueiro respondeu que havia problemas para realizar o câmbio. Em 11 de fevereiro, Zettel disse que havia repassado a operação ao Mineiro, mas relatou novas dificuldades cadastrais.

As mensagens mostram que os atrasos continuaram. Em 12 de março, Miranda afirmou que apenas a primeira parcela de janeiro havia sido paga. Vorcaro então cobrou a quitação da segunda e da terceira parcelas. Em 18 de agosto de 2025, Miranda voltou a informar que pagamentos não haviam caído.

Vorcaro teria pago mais de 60 milhões de reais para viabilizar o filme por meio do Havengate. O acordo inicial previa cerca de 134 milhões de reais. O financiamento é investigado pela Polícia Federal, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes atribuídos, em tese, a Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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