Óleos vegetais e banha de porco podem ser usados no preparo de alimentos, mas têm diferenças na composição, no sabor e no comportamento diante do calor. Para o uso frequente, a preferência tende a ser pelos óleos vegetais com menor quantidade de gordura saturada. A banha pode ser utilizada pontualmente quando seu sabor fizer parte do resultado esperado.
O óleo vegetal é produzido a partir de plantas como soja, milho, girassol e canola. A banha, por sua vez, é uma gordura de origem animal obtida do tecido adiposo do porco.
Uma análise realizada pela USP encontrou cerca de 39,8% de ácidos graxos saturados na banha suína. Já os óleos vegetais não tropicais costumam ter maior proporção de gorduras insaturadas. A American Heart Association recomenda priorizar esses óleos no lugar de gorduras sólidas, como a banha.
Uso em frituras
A temperatura é um dos principais fatores no preparo de frituras. A Anvisa orienta que óleos e gorduras usados nessa finalidade não ultrapassem 180 °C. O descarte deve ocorrer quando houver fumaça intensa, espuma, escurecimento excessivo ou odor desagradável.
O Ministério da Saúde aponta os óleos de soja, palma e girassol entre as opções com maior resistência ao calor. Por isso, em frituras frequentes, os óleos vegetais não tropicais podem ser uma escolha mais interessante do ponto de vista nutricional, especialmente pelo menor teor de gordura saturada. A banha pode entrar ocasionalmente, sobretudo quando se busca acrescentar um sabor característico ao prato.
Preparos do dia a dia
Óleo e banha podem ser usados em refogados e outras receitas. A banha costuma conferir características próprias às preparações, enquanto os óleos vegetais têm sabor mais neutro.
O Guia Alimentar para a População Brasileira reconhece os dois como ingredientes culinários. Na prática, a recomendação é controlar a quantidade utilizada e priorizar, no uso frequente, óleos vegetais com menor teor de gordura saturada. A banha pode ser reservada para receitas em que seu sabor seja parte do resultado desejado.



