Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

PF aponta busca por influenciadores para defender o Banco Master

Documentos e depoimentos indicam que uma agência procurou perfis de direita para questionar a liquidação do banco pelo Banco Central.

Agência encontrou nas redes de Flávio influenciador para defender o Master
Foto: Daniel Ramalho/AFP;Divulgação

Documentos da investigação da Polícia Federal indicam que a agência UNLTD Network Brazil Ltda. monitorou as redes de Flávio Bolsonaro (PL) para localizar influenciadores de direita dispostos a defender o Banco Master. A iniciativa pretendia questionar a liquidação do banco pelo Banco Central e defender a intervenção do Tribunal de Contas da União (TCU) no caso.

A informação aparece em mensagens registradas em ata notarial e no depoimento de Rony de Assis Gabriel, vereador de Erechim (RS), candidato a deputado federal pelo Podemos e influenciador de direita. O contato foi feito por André Silva Salvador, que apresentou um acordo de confidencialidade com referência ao “Projeto DV”.

Em 20 de dezembro de 2025, Salvador escreveu que monitorava as redes de Flávio Bolsonaro e havia encontrado o perfil de Rony. Depois, descreveu a proposta como um trabalho de gerenciamento de reputação e gestão de crise para um executivo. Segundo o depoimento, o cliente seria Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

Rony afirmou à PF que recusou a proposta antes de negociar valores ou assinar contrato. O assessor dele chegou a assinar o acordo de confidencialidade, que previa multa de R$ 800 mil. De acordo com o vereador, Salvador mencionou uma possível remuneração milionária, mas não houve negociação.

A agência mostrou publicações de Paulo Cardoso, Marcelo Rennó, André Janeiro Dias, Carol Dias e da página Alfinetei como referências para os conteúdos. Rony disse ter mais de dois milhões de seguidores no Instagram e aproximadamente 100 milhões de visualizações mensais em publicações políticas.

Outra proposta e levantamento da PF

A jornalista e influenciadora Juliana Moreira Leite também relatou ter recebido uma proposta de Júnior Favoreto, enviada pelo Instagram e pelo WhatsApp. A oferta previa contrato de três meses, acordo de confidencialidade e liberdade para que ela definisse o preço. O intermediário encaminhou um conteúdo que questionava a atuação do Banco Central na liquidação do Master, mas não confirmou quem seria o cliente. Juliana recusou a publicação.

A PF identificou 22 perfis do Instagram com postagens semelhantes sobre o caso. Entre eles estão Carol Dias, Marcelo Rennó, Paulo Cardoso, Luiz Bacci, André Janeiro Dias, Garoto do Blog, Rainha Matos, Exclusivas da Fama, Futrikei, Fofocas, Fofoquei, Wes Gossip, Vem Me Buscar Hebe, Bomba dos Artistas, Tricotei, Alfinetada, Alfinetei, Focalizando Notícias, Tuitteiros, Queirônica, Alfinetada Online e Diferentona.

O relatório associou oito perfis à Deubuzz e quatro ao Grupo Farol. Diferentona aparece relacionado aos dois grupos. A PF ressaltou que a proximidade das publicações não comprova que todos os perfis tenham sido procurados, contratados ou pagos por uma agência.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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