Porto Alegre, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Brasil

Não gostar de abraços pode estar ligado a limites, sensibilidade e experiências pessoais

A reação ao contato físico varia conforme a história, o contexto e as preferências de cada pessoa.

Não gostar de abraços pode estar ligado a limites, sensibilidade e experiências pessoais
Foto: Divulgação

Nem todo mundo recebe um abraço como uma demonstração confortável de carinho. Para algumas pessoas, o contato físico provoca incômodo, tensão ou vontade de se afastar. Essa reação, por si só, não indica falta de afeto nem transtorno psicológico.

A forma como alguém lida com o toque pode começar a ser influenciada na infância. Suzanne Degges-White, psicóloga e professora da Northern Illinois University, explica que a convivência familiar tem papel nessa relação. Quem cresceu em ambientes com poucas demonstrações físicas de carinho pode manter esse padrão na vida adulta.

A reação depende do contexto

Não há uma única explicação para a rejeição aos abraços. A percepção do toque também varia conforme o vínculo entre as pessoas, as expectativas, a situação e as características individuais. Um contato pode ser agradável em determinado momento e desconfortável em outro.

Algumas pessoas apresentam maior sensibilidade a estímulos táteis. Alterações no processamento sensorial são documentadas, por exemplo, em indivíduos autistas. Ainda assim, evitar abraços, isoladamente, não permite concluir que alguém esteja no espectro.

Experiências traumáticas também podem mudar a maneira como o contato físico é percebido. Estudos com pessoas expostas a traumas interpessoais identificaram maior aversão ao toque em determinados casos.

Assim, não gostar de abraçar pode ser apenas uma preferência ou um limite pessoal. A busca por avaliação profissional se torna importante quando o desconforto causa sofrimento, medo intenso ou interfere nos relacionamentos e na rotina.

Outras formas de demonstrar afeto

O carinho nem sempre é expresso por meio do contato físico. Algumas pessoas preferem conversar, cuidar, dar presentes ou passar tempo ao lado de quem gostam.

Perguntar antes de abraçar pode evitar desconfortos, especialmente quando ainda não há intimidade. Respeitar esse limite não significa criar distância emocional, mas reconhecer que cada pessoa tem maneiras próprias de demonstrar e receber afeto.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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