Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Tarifa dos EUA leva indústrias gaúchas a reduzir produção e postos

Empresas do Rio Grande do Sul adotam férias coletivas, cortes de jornada e demissões após a taxação de produtos brasileiros.

Tarifaço dos EUA pressiona indústria gaúcha: férias, redução de turnos e demissões emergem como medidas de contenção - ValorPF

A tarifa de até 50% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros levou indústrias do Rio Grande do Sul a reduzir a produção, alterar jornadas e cortar postos de trabalho. Os efeitos atingem empresas dos setores madeireiro, calçadista, de defesa e mobiliário.

Na Agroindustrial Sul Pinus, em Mostardas, a produção mensal recuou de 7 mil para 4 mil metros cúbicos de madeira. A empresa, que operava com cerca de 340 funcionários, avalia uma nova redução, para 1,2 mil metros cúbicos. As unidades de Piratini e Encruzilhada do Sul registraram, respectivamente, 37 demissões e 80 desligamentos.

Levantamento do sindicato do setor madeireiro indica que mais da metade das empresas exportadoras para os Estados Unidos já mudou a rotina de trabalho. As medidas incluem escalas diferenciadas, antecipação de férias e suspensão temporária de turnos, com o objetivo de evitar novos cortes.

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) interrompeu temporariamente a fabricação de carabinas longas na unidade de Montenegro e adiou investimentos previstos em São Paulo. Aproximadamente 130 funcionários foram afastados por duas semanas, com possibilidade de extensão do período.

A Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) estima que até 145 mil empregos diretos e indiretos estejam em risco. A entidade classifica os efeitos das barreiras comerciais norte-americanas como uma “segunda enchente” para a economia gaúcha.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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