Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Fiscalização afasta trabalhadora de residência após décadas de serviço sem registro

Mulher de 51 anos começou a viver com uma família aos 10 e foi retirada do local durante operação em São Paulo.

Fiscalização afasta trabalhadora de residência após décadas de serviço sem registro

Uma trabalhadora doméstica foi retirada da residência onde vivia depois que uma fiscalização identificou uma relação de trabalho iniciada durante a infância e mantida por cerca de 40 anos. Aos 51 anos, ela não tinha registro formal e não recebia salário de forma regular, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT).

A ação ocorreu em 28 de agosto, durante a Operação Resgate VI, coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com a participação de outros órgãos. A fiscalização emitiu um ato administrativo de resgate e afastou a mulher do imóvel, na Zona Leste de São Paulo.

Trabalho iniciado na infância

A mulher passou a morar com a família aos 10 anos. Por volta dos 11, começou a executar tarefas domésticas. Ao longo das décadas, lavou o quintal e a louça, organizou a casa, preparou refeições e passou roupas. Ela também trabalhou na clínica de um integrante da família.

O MPT informou que nunca houve formalização do vínculo empregatício. Os órgãos responsáveis ainda apuram o valor das verbas trabalhistas que ela teria direito a receber.

O caso integra as ações da Operação Resgate VI, que realizou 231 fiscalizações entre 1º e 31 de agosto. No país, 479 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão.

Na área de atuação do MPT em São Paulo, a operação retirou 58 trabalhadores dessa situação. A trabalhadora doméstica de 51 anos estava entre as pessoas resgatadas no estado.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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