Porto Alegre, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ciência ainda investiga as causas e os efeitos do bocejo

O comportamento está ligado a alerta, sono, temperatura cerebral e interação social, mas não tem uma explicação única.

Ciência ainda investiga as causas e os efeitos do bocejo

A ciência ainda não encontrou uma explicação única para o bocejo. O comportamento pode estar relacionado a mudanças no estado de alerta, ao ciclo de sono e vigília, à termorregulação e à interação social.

Uma revisão publicada em 2025 descreve a participação de mecanismos neurológicos, fisiológicos e sociais. O bocejo pode ocorrer antes de dormir, ao acordar, durante o tédio, em momentos de tensão e até antes ou durante atividades físicas. Por isso, não significa necessariamente sono, cansaço ou falta de preparo.

Oxigênio e temperatura cerebral

A hipótese de que bocejamos apenas para aumentar a entrada de oxigênio ou eliminar dióxido de carbono perdeu força. Uma revisão publicada na Neuroscience & Biobehavioral Reviews apontou que as teorias respiratórias não têm evidências convincentes para explicar a função principal do comportamento.

Outra possibilidade relaciona o bocejo à regulação da temperatura cerebral. Um estudo com 120 pessoas encontrou diferenças na frequência de bocejos conforme a temperatura ambiente, resultado compatível com uma possível função de termorregulação. Ainda assim, a função exata do bocejo continua em debate, e diferentes revisões chegaram a conclusões distintas sobre essa hipótese.

O movimento envolve o hipotálamo, o tronco cerebral e diferentes neurotransmissores. Também exige a ação coordenada de músculos da face, da mandíbula e do pescoço.

Por que o bocejo é contagioso?

Ver outra pessoa bocejar pode estimular o mesmo comportamento. Pesquisas com neuroimagem indicam atividade em regiões cerebrais associadas ao processamento de sinais sociais quando alguém observa um bocejo. O chamado bocejo contagioso é observado em humanos e em outros animais sociais.

Uma revisão de 2022 encontrou evidências de que pessoas podem apresentar esse comportamento diante de estímulos de diferentes espécies. Isso, porém, não permite afirmar que o bocejo contagioso seja um teste de empatia. A relação entre contágio emocional e bocejo contagioso ainda não está solidamente estabelecida, e atenção e capacidade de perceber o bocejo também podem influenciar a resposta.

Bocejos ocasionais são normalmente fisiológicos. Quando aparecem de forma persistente, em excesso ou acompanhados de outros sintomas, podem estar relacionados a condições neurológicas ou sistêmicas e justificar investigação médica. Sono insuficiente, rotina cansativa e alterações no horário de descanso também podem mudar a frequência do fenômeno, segundo o Ministério da Saúde.

A conclusão é que o bocejo reúne diferentes fatores e nenhuma hipótese, isoladamente, explica todas as situações em que ele ocorre.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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