O Cruzeiro mantém uma despesa mensal próxima de R$ 4 milhões com jogadores emprestados a outros clubes brasileiros. A direção, incomodada com os gastos, promete mudar o modelo a partir de 2027: os times interessados terão de assumir integralmente os salários. Caso contrário, os atletas ficarão na Toca da Raposa.
A maior despesa é com Gabigol. O atacante recebe R$ 1,25 milhão por mês do Santos e mais R$ 2,2 milhões do Cruzeiro. A soma chega a R$ 3,45 milhões a cada 30 dias. O empréstimo termina em dezembro, e o Santos já indicou que não tem condição de arcar com 100% do valor em 2027.
Salários mantidos pelo Cruzeiro
Walace foi cedido ao Vitória sem custo, e Pedro Lourenço paga integralmente os vencimentos do volante. A remuneração do jogador é de aproximadamente R$ 1,2 milhão, considerando carteira, imagem e luvas. O Cruzeiro recebeu propostas de outros clubes dispostos a colaborar com o pagamento, mas os interessados eram rivais no Brasileirão.
Chico da Costa também foi emprestado, desta vez ao Fortaleza, com todos os salários bancados pelo Cruzeiro. O contrato prevê reembolso se o clube conseguir o acesso à Série A e se o centroavante atingir um número determinado de jogos. O jogador custa cerca de R$ 350 mil mensais.
Nesta temporada, o Cruzeiro ainda cedeu Matheus Cunha, Lautaro Diaz, Japa, Rodriguinho, Tevis, Murilo Rhikman, Bruno Alves e Gui Meira.
A despesa com os emprestados se aproxima do custo mensal de todo o departamento de futebol da Chapecoense, estimado em cerca de R$ 5 milhões. O clube catarinense é o lanterna da Série A. O Cruzeiro tem a terceira maior folha salarial do Brasil.



