A hipótese de que Diego Armando Maradona morreu após uma parada cardiorrespiratória foi defendida pelo perito oficial Pablo Ferrari durante o julgamento do caso. Ele afirmou que a Covid-19 também não pode ser descartada como causa do quadro que levou à morte do ex-jogador.
Ferrari, da Assessoria Pericial de San Isidro, declarou que Maradona poderia ter desenvolvido rapidamente um edema agudo de pulmão, com acúmulo de líquido e sufocamento. Para o perito, esse processo teria ocorrido em poucas horas, e não durante um longo período de sofrimento.
Depoimento no julgamento
A declaração foi dada nesta terça-feira (22), durante o interrogatório conduzido por Vadim Mischanchuk, advogado da psiquiatra Agustina Cosachov. “Não podemos descartar que não tenha morrido de Covid. O falecimento de Maradona foi em plena pandemia”, disse Ferrari.
O perito também rejeitou a ideia de que Maradona tenha agonizado por 12 horas. Segundo ele, o ex-jogador sofreu um infarto, apresentou arritmia e teve um edema agudo de pulmão. Ferrari afirmou que o período final da vida teria durado de poucos minutos a poucas horas e classificou o evento como súbito.
Ferrari disse ainda que a análise dos exames realizados por Maradona nos últimos anos não mostrou indicadores que exigissem intervenção médica. Na avaliação dele, a causa estaria ligada a uma parada cardiorrespiratória, e não a uma falha ventricular cardíaca, com o edema pulmonar associado ao quadro.
O julgamento apura a acusação de homicídio contra sete profissionais de saúde, por dolo eventual, durante a internação domiciliar do ex-jogador. A promotoria questiona as condições e a adequação do atendimento.
Ferrari foi a 74ª testemunha ouvida no processo, que soma 44 audiências. A próxima sessão está marcada para 29 de setembro.



