Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Esportes

Por que relógios e celulares podem contar passos de forma diferente

Revisão com 59 pesquisas mostra que o aparelho e o local do sensor influenciam a contagem diária de passos.

Por que relógios e celulares podem contar passos de forma diferente

Relógios, celulares e outros dispositivos podem registrar quantidades diferentes de passos para uma rotina semelhante. Uma revisão sistemática com meta-análise, publicada em julho de 2026 no Journal of Sport and Health Science, concluiu que a posição do sensor e a tecnologia usada ajudam a explicar essa variação.

O estudo reuniu 59 pesquisas que compararam pelo menos dois dispositivos durante a vida cotidiana dos participantes. Foram avaliados equipamentos de 13 fabricantes, incluindo aparelhos voltados ao consumidor, pedômetros e sensores usados em pesquisas científicas.

A posição do sensor faz diferença

Grande parte dos dispositivos de consumo e dos pedômetros apresentou diferenças inferiores a 10% entre si. Em muitos casos, a distância ficou abaixo de 700 passos por dia. Ainda assim, os resultados de aparelhos diferentes não devem ser tratados como perfeitamente equivalentes.

Sensores usados no punho ou no tornozelo chegaram a registrar entre 15% e 30% mais passos do que equipamentos posicionados no quadril. Em algumas comparações, isso representou uma diferença de aproximadamente 1.000 a 2.200 passos por dia. Entre relógios e pulseiras usados no punho, a variação ficou em cerca de 3% a 15%, ou aproximadamente 200 a 1.000 passos por dia, dependendo da comparação.

Os dispositivos não identificam literalmente cada passada. Eles captam movimentos e usam algoritmos para transformá-los em uma estimativa. Por isso, a posição do sensor, a tecnologia e os critérios definidos pelo fabricante podem alterar o resultado.

Como interpretar os números

A análise não determinou qual aparelho apresenta a contagem absolutamente correta. Ela comparou os resultados produzidos por diferentes dispositivos em condições reais.

Outras revisões indicam que a precisão também varia conforme o dado analisado. Uma meta-análise publicada em 2026 apontou a frequência cardíaca como a variável mais estudada e, de modo geral, a mais precisa entre as avaliadas. Para passos, distância, gasto energético e sono, os resultados foram mais variáveis.

O American College of Sports Medicine (ACSM) colocou a tecnologia vestível no primeiro lugar entre as tendências mundiais de fitness para 2026. Segundo a entidade, esses aparelhos podem ajudar no automonitoramento, na definição de metas e na manutenção de hábitos, embora sua evolução muitas vezes ocorra mais rápido do que a validação científica.

Na prática, usar sempre o mesmo aparelho e acompanhar a evolução ao longo das semanas tende a ser mais útil do que comparar números de dispositivos diferentes. A contagem de passos funciona melhor para indicar tendências da própria rotina do que como uma medida exata de cada movimento.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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