Felipe Wu afirmou que os Jogos Sul-Americanos podem marcar seu último ciclo olímpico. O medalhista olímpico contou que começou no esporte aos oito anos e que já se prepara para a aposentadoria das competições de alto rendimento. “O corpo já tá pedindo socorro, então hoje eu penso que vai ser meu último ciclo”, relatou.
O brasileiro também garantiu a medalha de bronze no tiro esportivo. Depois de enfrentar dificuldades no começo da decisão, Wu conseguiu reagir e subir ao pódio. Para ele, a passagem da qualificatória à final muda o cenário da disputa: “zera tudo, tá todo mundo igual”.
A participação na competição serve como preparação para o Campeonato das Américas de novembro, que distribuirá vagas olímpicas. Além da prova principal, o atirador vai competir no tiro rápido para reduzir a pressão sobre a modalidade em que concentra seus esforços.
Mudança de prova
Wu explicou que deixou de competir na pistola 50 metros depois que a prova saiu do programa olímpico. Por um longo período, dedicou-se apenas à pistola 10 metros, mas decidiu ampliar a atuação com o apoio da esposa, que também é sua treinadora.
O atleta iniciou ainda um projeto voltado à formação de novos nomes no tiro esportivo. O Instituto Felipe Wu foi criado com a proposta de aumentar o número de praticantes e apoiar talentos nacionais.
Entre os jovens citados está Caio Almeida, de 22 anos. Ele terminou na quarta colocação nos Jogos Sul-Americanos, que disputou pela primeira vez, e quebrou em 2025 o recorde brasileiro júnior, com 582 pontos. A marca pertencia a Felipe Wu. Caio também conquistou, no mesmo ano, a prata nos 10m masculino individual em Assunção.
Os brasileiros ainda vão disputar o campeonato em Doha, no Qatar. O evento distribuirá as primeiras medalhas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.



