Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Estudos indicam diferentes faixas para a classe alta no Brasil em 2026

Metodologias variam, mas levantamentos apontam limites entre R$ 14.191 e R$ 28.331,26 para os domicílios de maior renda.

Estudos indicam diferentes faixas para a classe alta no Brasil em 2026
Foto: Ilustração/Inteligência Artificial

Não há um salário único que determine quem pertence à classe alta no Brasil. Em 2026, estudos com metodologias diferentes apresentaram referências que vão da renda domiciliar mensal acima de R$ 14.191 à renda média estimada de R$ 28.331,26 nos domicílios classificados no estrato A.

A FGV Social, em estudo coordenado pelo economista Marcelo Neri e divulgado em janeiro de 2026, dividiu a população brasileira por faixas de renda. Nesse levantamento, a classe A começa quando a renda total do domicílio supera R$ 14.191 por mês. A classe B fica entre R$ 10.885 e R$ 14.191.

Os valores foram corrigidos para preços médios de 2023. A pesquisa parte da renda domiciliar per capita e converte o resultado para a renda familiar total. Por isso, os números servem como referência estatística, e não como um salário oficial para definir quem é rico.

Critério Brasil apresenta outra medida

O Critério Brasil 2026, elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), calcula que os domicílios do estrato A têm renda média mensal estimada de R$ 28.331,26. Esse valor é uma média entre os domicílios classificados nessa faixa, não um limite mínimo de entrada.

A classificação da ABEP considera outros fatores além da renda. O sistema atribui pontos à quantidade de automóveis, geladeiras, computadores e banheiros, além da presença de empregada doméstica, do acesso à água encanada e da escolaridade do chefe da família.

A classe A corresponde a aproximadamente 3,6% dos domicílios brasileiros, conforme o Critério Brasil 2026. A proporção chega a 6,1% no Centro-Oeste. Entre as regiões metropolitanas analisadas, Brasília registra 17,4%.

Faixas do topo da renda

Pertencer à classe A não significa necessariamente estar entre os brasileiros mais ricos. Uma análise do Observatório de Política Fiscal do FGV IBRE, baseada em declarações de Imposto de Renda, indicou que o 1% mais rico tinha renda superior a cerca de R$ 30 mil mensais no período analisado.

Para o 0,1% mais rico, a faixa começava em torno de R$ 140 mil. Assim, a resposta depende do critério: a FGV Social aponta o início da classe A acima de R$ 14.191 em renda domiciliar mensal, enquanto a ABEP apresenta R$ 28.331,26 como renda média dos domicílios do estrato A.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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