A condição do gramado do Maracanã voltou a ser criticada por jogadores e pelo técnico do Flamengo após o empate por 1 a 1 com o Independiente del Valle, nesta quinta-feira (17), pelo jogo de volta das quartas de final da Libertadores. Arrascaeta, autor do gol rubro-negro, afirmou que o campo está “cada vez pior” e defendeu uma solução caso a equipe queira conquistar o título.
“Se a gente quer ser campeão, a gente vai ter que procurar uma solução”, disse o uruguaio. Segundo Arrascaeta, os jogadores têm encontrado dificuldade para controlar a bola e precisam acelerar as jogadas por causa das condições do gramado.
Léo Ortiz também fez críticas, mas afastou a possibilidade de usar o campo como justificativa para o resultado. O zagueiro afirmou que o Flamengo teve atuação inferior à do adversário e classificou o gramado como praticamente impraticável. Para ele, a situação pode fazer até defensores do gramado natural reconsiderarem a preferência.
Rossi definiu o estado do campo como “inaceitável”. O goleiro mencionou problemas nas duas áreas e disse esperar uma melhora depois de um jogo da NFL durante a pausa para a Data Fifa.
Reclamação do treinador
Leonardo Jardim avaliou que o gramado não ajudou o Flamengo, embora também tenha afirmado que ele não foi o responsável pela atuação ruim. O técnico citou a dificuldade de Erick Pulgar para iniciar as jogadas: o volante precisou dar cinco toques na bola antes de conseguir jogar.
Explicação do Maracanã
Fred Nantes, CEO do Maracanã, reconheceu na última semana que o campo não está na qualidade desejada. Ele atribuiu a deterioração principalmente ao volume de partidas realizadas no estádio e afirmou que, até 30 de setembro, serão 58 jogos.
Nantes declarou que esse número é o dobro do registrado no segundo estádio da Série A do Campeonato Brasileiro. Para o executivo, a quantidade de partidas é um dos fatores que, combinados com outros, contribuem para o desgaste do campo.



