SÃO PAULO — O zagueiro Gabriel Paulista criticou a diretoria do Corinthians após a derrota por 4 a 1 para o Palmeiras. Com lágrimas nos olhos, o jogador afirmou que atletas e funcionários estão sem receber e que alguns jogadores mais ricos têm oferecido dinheiro emprestado aos companheiros.
“Eu abri mão de muitas coisas para viver um sonho e agora estou vivendo um pesadelo”, disse Gabriel Paulista. O zagueiro também afirmou que jogadores promovidos da base podem estar passando por dificuldades e cobrou proteção da direção, além do pagamento dos salários.
“Isso é uma vergonha para o clube que é o Corinthians”, declarou. Segundo Gabriel, os problemas fora de campo têm afetado o desempenho dos atletas. Ele disse ainda que continuará defendendo o clube, mas que os jogadores estão cansados de proteger alguns profissionais da instituição.
Pressão no Corinthians
A derrota para o Palmeiras teve olé da torcida desde os sete minutos do segundo tempo. O goleiro Hugo defendeu um pênalti cobrado por Paulinho e fez três defesas, enquanto o Palmeiras terminou a partida com 24 arremates.
O presidente Osmar Stabile enfrenta pressão de chefes de organizadas. Conselheiros ligados à situação demonstraram desconforto com o resultado e com as declarações de Gabriel. As principais organizadas programam uma nova visita ao centro de treinamento do Corinthians nesta semana.
Gabriel Paulista tem contrato até dezembro de 2027, mas não deve continuar no Parque São Jorge a partir de janeiro. O ambiente também antecede a chegada de Seedorf, citado como responsável pela indicação de Memphis Depai.
O Corinthians tem 32 pontos e só não está na zona de rebaixamento porque Grêmio e Internacional empataram. A equipe vem de oito derrotas seguidas e precisa somar mais 13 pontos, com quatro vitórias e um empate, para alcançar a meta mencionada no texto.
Restam oito jogos: Vitória, em casa; Vasco, fora; Mirassol, em casa; São Paulo, fora; Botafogo, em casa; Atlético Mineiro, fora; Grêmio, em casa; e Remo, fora. A programação inclui ainda nova pressão das torcidas organizadas sobre os jogadores.



