A faixa etária define quanto tempo de sono crianças e adolescentes precisam. Nos primeiros meses de vida, a recomendação chega a 14 a 17 horas por dia. Para adolescentes de 13 a 18 anos, a referência é de 8 a 10 horas por noite.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base nas orientações da Academia Americana de Medicina do Sono, considera o período total de descanso em 24 horas. No caso das crianças pequenas, os cochilos durante o dia entram nessa conta.
Referências por idade
- De 0 a 3 meses: 14 a 17 horas por dia;
- De 4 a 11 meses: 12 a 16 horas por dia, incluindo cochilos;
- De 1 a 2 anos: 11 a 14 horas por dia, incluindo cochilos;
- De 3 a 5 anos: 10 a 13 horas por dia, incluindo cochilos;
- De 6 a 12 anos: 9 a 12 horas por dia;
- De 13 a 18 anos: 8 a 10 horas por dia.
O Ministério da Saúde também adota a faixa de 14 a 17 horas para bebês de até 3 meses. Entre 4 e 11 meses, a recomendação é de 12 a 16 horas, com as sonecas incluídas.
Esses números servem como referência, e não como uma cobrança diária. A avaliação deve levar em conta a rotina da criança e a proximidade com o esperado para sua idade.
Sinais de sono insuficiente
A falta frequente de descanso pode estar associada, segundo a SBP, a irritabilidade, agitação, dificuldade de concentração e prejuízos no desempenho escolar. A sonolência durante o dia também pode ocorrer, mas nem sempre é o sinal principal.
Por isso, mudanças no comportamento, dispersão ou dificuldade para manter a atenção podem estar relacionadas a uma rotina de sono inadequada, entre outras possibilidades.
Hábitos que favorecem o descanso
Além da duração, a qualidade e a regularidade do sono também são importantes. A SBP recomenda horários relativamente regulares para dormir e acordar, além de um ambiente com luminosidade, silêncio e temperatura adequados. Atividades e alimentos estimulantes devem ser evitados perto do horário de dormir.
Para crianças pequenas, uma sequência previsível pode ajudar na preparação para a cama. Banho, higiene, leitura e outras atividades tranquilas podem integrar esse momento, conforme a idade e a realidade da família.
A entidade também orienta atenção ao uso de celulares, tablets, televisão e outros dispositivos. Para menores de dois anos, recomenda evitar a exposição. Entre 2 e 5 anos, a referência é de até uma hora por dia. A exposição deve ser adequada às faixas etárias seguintes e não ocorrer perto do horário de dormir.
Alterações persistentes, como dificuldade para adormecer, muitos despertares, ronco recorrente, respiração ruidosa, sonolência excessiva durante o dia ou problemas de atenção, podem ser levadas ao pediatra. Uma noite fora da rotina não indica necessariamente um problema; a atenção maior deve estar nas mudanças repetidas que interferem no comportamento, na escola ou nas atividades diárias.




