O Real Madrid afirmou que seus jogadores não eram obrigados a exibir a mensagem de apoio a Ceuta antes da partida contra o Elche, na terça-feira (15). O clube havia aceitado o pedido do adversário para que os atletas usassem camisetas com o slogan, mas preservou o direito de cada um de não mostrar a frase.
Vini Jr. e Mbappé dobraram as camisetas, enquanto Konaté também não exibiu a mensagem “Todos somos caballas”. Os demais jogadores entraram em campo com o slogan, que faz referência à crise migratória em Ceuta, cidade autônoma espanhola localizada no norte da África.
A atitude provocou críticas de parlamentares espanhóis. Ester Muñoz, porta-voz do Partido Popular no Congresso dos Deputados da Espanha, disse ter se sentido “envergonhada” ao ver os três atletas esconderem a mensagem de apoio à cidade. Para ela, “Eles que terão que explicar por que não querem defender a Espanha em uma questão humanitária”.
José María Figaredo, secretário-geral do Vox no Congresso, afirmou que os jogadores têm o direito de defender as causas que quiserem, mas disse que os torcedores também podem se sentir indignados com os atletas.
Em julho, Ceuta registrou a entrada em massa de migrantes irregulares vindos do Marrocos e passou a enfrentar os reflexos dos deslocamentos.



