Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Esportes

Tifanny pede chance de fechar trajetória no vôlei por decisão própria

Jogadora do Osasco afirma que pretende disputar a última temporada e admite recorrer à Justiça para continuar nas competições nacionais.

Tifanny afirmou que pretende seguir no vôlei até concluir a trajetória iniciada há dez anos. A oposta do Osasco São Cristóvão Saúde participou do lançamento da Superliga 2026/27, realizado nesta quinta-feira (1º/10), durante a COB Expo 2026, e falou sobre a possibilidade de encerrar a carreira por decisão própria.

A jogadora, aos 41 anos, disse ter recebido apoio de torcedores, atletas, comissões técnicas e equipes durante o evento. Para ela, a aposentadoria deve ocorrer depois de uma temporada completa, com reconhecimento pelo trabalho realizado nas quadras.

“Eu quero terminar minha temporada”, afirmou Tifanny após a cerimônia.

Disputa para continuar jogando

Tifanny declarou que não quer deixar o esporte por uma proibição ou ser retirada das quadras. Ela disse que espera resolver a situação por meio de uma conversa e de um acordo, mas também mencionou a possibilidade de recorrer à Justiça.

A atleta afirmou ainda que deseja ajudar outras pessoas fora das quadras depois de encerrar a carreira. Segundo Tifanny, sua trajetória serviu de inspiração para atletas e pessoas trans, e ela pretende que essa história termine com uma aposentadoria digna.

A jogadora também relatou o impacto pessoal da possibilidade de não continuar competindo. Disse que gostaria de representar o esporte em quadra e que seguirá lutando para permanecer no vôlei. Tifanny declarou que mudanças na estratégia e a ausência de patrocinadores de alguns clubes em uma foto principal foram, para ela, uma tentativa de silenciamento.

“Vou lutar até o final para que a história de Tifanny Abreu não termine desse jeito”, disse.

Regra para as competições nacionais

No momento, Tifanny está proibida de participar de competições nacionais por determinação da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A entidade aderiu à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Volleyball (FIVB).

A norma estabelece que a elegibilidade para as competições femininas é limitada a atletas do sexo biológico feminino e prevê testagem e triagem do gene SRY.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.