Paulo Angioni morreu aos 80 anos, depois de uma trajetória marcada pela atuação na gestão de jogadores, técnicos e elencos do futebol brasileiro. Psicólogo, sociólogo e administrador, ele também ficou conhecido pela habilidade de aproximar pessoas em momentos de tensão.
Angioni trabalhou no Palmeiras e no Corinthians. Ao longo da carreira, ajudou a conduzir grupos desunidos, mediou relações entre atletas e treinadores e participou de negociações para mudanças de clubes de profissionais importantes.
Outra frente de sua atuação foi a administração de elencos considerados difíceis, incluindo equipes com conflitos internos ou sem receber salários. A capacidade de reorganizar esses ambientes fez com que fosse descrito como um dirigente atento ao lado humano de jogadores e técnicos.
Um episódio com Luiz Felipe
Um relato sobre a convivência com Angioni recorda um episódio em que ele colocou um profissional em uma sala com Luiz Felipe. Os dois discutiram, trocaram xingamentos e depois chegaram a um acordo.
A mesma lembrança resume a forma como Angioni era visto nos bastidores: alguém capaz de intermediar conversas duras e buscar uma saída entre os envolvidos. Ele também era reconhecido por apaziguar jogadores, técnicos e jornalistas.
Angioni foi eleito o melhor fisioterapeuta esportivo da América do Sul pelo segundo ano consecutivo.



