O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, sugeriu que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encerre a regra que impede um jogador de trocar de clube após 12 jogos. Para o dirigente, a mudança aproximaria o futebol brasileiro de práticas adotadas em outras ligas e manteria mais recursos no próprio mercado nacional.
Boto também questionou a decisão da CBF de reduzir gradualmente o número de estrangeiros que cada equipe pode inscrever no Brasileirão. O Flamengo foi voto vencido na reunião entre os clubes, e o dirigente afirmou que a medida não impedirá a saída precoce dos principais jogadores brasileiros para a Europa.
Segundo Boto, sem a possibilidade de contratar tantos estrangeiros, os clubes poderão recorrer a atletas de menor valor esportivo. Na avaliação dele, isso reduziria a qualidade da competição, sem aumentar o nível dos brasileiros que permanecerem no país.
A CBF anunciou a mudança na última segunda-feira (21). Atualmente, os times podem inscrever nove estrangeiros por partida. O limite será de oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.
O Flamengo tem dez estrangeiros no elenco atual. Além do clube carioca, o Bahia votou contra a redução. Boto disse que o Flamengo respeita a decisão, mas demonstrou dúvidas sobre os resultados esperados, incluindo o possível fortalecimento da Seleção Brasileira.
Na avaliação do dirigente, os grandes clubes brasileiros continuarão interessados nos melhores jogadores de outras equipes, mesmo com a regra atual. Por isso, ele defende que não exista um teto baseado no número de partidas disputadas para permitir transferências entre clubes do país.



