A redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida no Brasileirão começa em 2027 e já faz o Flamengo avaliar alternativas para o elenco. A regra aprovada pela CBF prevê oito atletas de outros países por rodada em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.
A mudança foi aprovada em reunião realizada na segunda-feira (21), com apoio dos clubes da Série A e da Série B. Botafogo, Fluminense e Vasco votaram a favor da medida. Flamengo, Bahia e Londrina foram os clubes contrários.
Situação dos jogadores
O Flamengo tem dez estrangeiros no elenco. Entre eles, Guillermo Varela e Erick Pulgar já são elegíveis para pedir a cidadania brasileira desde 2026. De la Cruz e Plata poderão fazer o pedido em 2028. Saúl e Carrascal estarão elegíveis em 2029, enquanto Valencia e Freitas terão essa possibilidade em 2030.
Arrascaeta iniciou o processo de cidadania em 2023. O uruguaio chegou ao Brasil em 2015, quando defendia o Cruzeiro, e foi contratado pelo Flamengo em 2019. Apesar de ter avançado em algumas etapas, o procedimento ainda depende da resolução de questões administrativas.
Rossi, que está no Flamengo desde 2023, ainda não iniciou o processo. O goleiro afirmou que precisa completar quatro anos de residência no Brasil para atender ao requisito. “Já levo três”, disse o argentino, que também declarou não saber se a cidadania deixaria de ocupar uma vaga de estrangeiro.
Contratos e naturalização
A situação contratual dos jogadores também aparece no levantamento: Rossi e Varela têm vínculo até Dez/2027; Arrascaeta, Saúl e De la Cruz, até Dez/2028; Pulgar, até Dez/2029; Plata e Carrascal, até Jun/2029; e Valencia e Freitas, até Dez/2031.
Para obter a cidadania brasileira, o estrangeiro precisa cumprir quatro anos de residência no país, além de atender a exigências relacionadas à permanência e a procedimentos burocráticos. Caso Arrascaeta, Rossi, Varela e Pulgar obtenham a cidadania, o Flamengo reduziria de dez para seis o número de estrangeiros no elenco.



