RIO DE JANEIRO — Os valores do acordo entre Flamengo e Paolo Guerrero não foram divulgados. O clube informou à Justiça do Rio de Janeiro que chegou a um entendimento com o atacante para encerrar dois processos judiciais que tramitam há oito anos.
A petição com o desfecho foi anexada pelos advogados do Flamengo na última segunda-feira (14). No fim do mês passado, as partes já haviam apresentado um documento conjunto no qual informavam que negociavam um acordo e pediam a suspensão do julgamento.
As duas ações reuniam cobranças de cerca de R$ 2 milhões. Em uma delas, o Flamengo pedia R$ 200 mil por danos morais. Guerrero e a Federação Peruana de Futebol eram citados no processo.
A outra cobrança era de R$ 1,8 milhão contra o atacante. O clube alegava que o valor correspondia aos gastos durante os 120 dias em que Guerrero ficou suspenso, em 2017. Na ocasião, o Flamengo afirmou que o jogador havia prejudicado a imagem da instituição.
Suspensão e desgaste entre as partes
Guerrero testou positivo em exame antidoping na reta final de 2017, após ingerir chá com metabólito da cocaína durante uma partida do Peru pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. A FIFA aplicou uma suspensão ao atacante, que ficou fora de partidas do Flamengo.
Entre os compromissos perdidos esteve a final da Copa Sul-Americana daquele ano, vencida pelo Independiente (ARG). A ausência na decisão contribuiu para o desgaste entre Guerrero e o Flamengo e antecedeu os processos judiciais.
A defesa do atacante afirmou que o clube tentava transferir ao jogador os efeitos econômicos de sua atividade. “O Flamengo pretende atribuir a Guerrero consequências econômicas amplas”, disse a defesa, que também acusou o clube de agir com intenção de se vingar da frustração pela não renovação do contrato.



