A mudança no limite de jogadores estrangeiros dos clubes das Séries A e B do Brasileirão começará na temporada 2027. A partir daquele ano, cada equipe poderá inscrever até oito atletas de fora do Brasil no elenco. A quantidade cairá gradualmente até chegar a cinco em 2030.
O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, defendeu a decisão da CBF e disse que a regra busca ampliar o espaço para jogadores brasileiros. Na avaliação dele, os clubes podem pagar um preço no início, com possível queda no nível das competições, mas o futebol brasileiro tende a ser beneficiado no médio e longo prazo.
Batista também reconheceu a reclamação do Flamengo. Para ele, o clube carioca tem maior capacidade financeira para contratar e perderá oportunidades com a redução do limite. O dirigente afirmou, porém, que o Flamengo poderá direcionar recursos ao futebol brasileiro.
Votos contra e posição do Flamengo
Flamengo, Bahia e Londrina foram os clubes que votaram contra a mudança. Os demais times das principais divisões do futebol brasileiro apoiaram a nova regra.
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, criticou a medida. Para o dirigente, a alteração pode enfraquecer o Brasileirão a longo prazo, porque os melhores jogadores continuarão saindo para a Europa ainda muito novos. Sem a possibilidade de manter esses atletas, os clubes teriam de atuar com jogadores de menor valor, o que reduziria a qualidade da liga, segundo Boto.
Calendário da redução
O limite será de oito estrangeiros em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.
Atualmente, o Flamengo tem dez jogadores estrangeiros no elenco profissional: Arrascaeta, Varela, De La Cruz, Erick Pulgar, Rossi, Saúl Ñíguez, Plata, Carrascal, Anthony Valencia e Joaquín Freitas.
Arrascaeta, Guillermo Varela e Erick Pulgar podem iniciar o processo de naturalização. Os três têm residência contínua e ininterrupta no Brasil por, pelo menos, quatro anos.



