Porto Alegre, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Saúde e treino

Anvisa registra Kyinsu, caneta semanal com insulina e semaglutida

Medicamento da Novo Nordisk é indicado para adultos com diabetes tipo 2 sem controle adequado com tratamentos específicos.

Anvisa registra Kyinsu, caneta semanal com insulina e semaglutida

A Anvisa aprovou o registro do Kyinsu, medicamento da Novo Nordisk que combina insulina icodeca e semaglutida em uma única injeção semanal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (28).

A caneta recebeu aprovação em seis apresentações e é indicada para adultos com diabetes tipo 2 que não alcançam controle adequado com insulina basal ou com agonistas de GLP-1, como a semaglutida.

No Brasil, 16,6 milhões de adultos vivem com diabetes, conforme o Atlas do Diabetes da IDF (Federação Internacional de Diabetes). O país ocupa a sexta posição mundial em número de casos.

Como funciona

De acordo com o endocrinologista Júlio Américo Batatinha, doutorando no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, os componentes têm ações complementares. A insulina ajuda a manter a glicose sob controle entre as refeições e durante o sono. A semaglutida atua principalmente depois das refeições e contribui para o controle do peso.

“A combinação em uma única aplicação semanal une mecanismos complementares”, afirma Batatinha. Segundo ele, a associação reduz o número de injeções e ajuda a atenuar o ganho de peso e a hipoglicemia relacionados à intensificação do tratamento com insulina isolada.

A endocrinologista Fernanda Parra ressalta que a aprovação não significa que todos os pacientes com diabetes devam usar os dois medicamentos. A indicação depende do quadro clínico, do controle da glicemia, dos tratamentos já adotados e dos objetivos do paciente.

Um dos cenários descritos por Parra é o de quem usa insulina basal, mas permanece com a hemoglobina glicada acima da meta individual. Nessa situação, a ação do GLP-1 pode ser associada para melhorar o controle glicêmico sem elevar continuamente a quantidade de insulina. Outra possibilidade é para pacientes que usam um agonista de GLP-1, como a semaglutida, mas ainda precisam de insulina adicional.

A aprovação considerou três estudos clínicos de fase 3 do programa Combine, da Novo Nordisk, com 2.500 adultos com diabetes tipo 2. Nas pesquisas, a combinação semanal reduziu mais a glicemia e promoveu maior perda de peso do que os componentes usados separadamente. Também houve até 88% menos episódios de hipoglicemia significativa ou grave. A segurança e a tolerabilidade foram semelhantes às já conhecidas de cada componente isolado.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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