Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Motor de caminhão financiado quebra no terceiro mês, e reparo é orçado em R$ 28 mil

Edson comprou um truck seminovo por R$ 230 mil e pode buscar reparo, abatimento ou restituição, conforme as circunstâncias do caso.

Motor de caminhão financiado quebra no terceiro mês, e reparo é orçado em R$ 28 mil
Foto: Ilustração/IA

O caminhoneiro Edson comprou um truck seminovo de 2018 por R$ 230 mil, financiado em 60 parcelas de R$ 5.400. Depois de rodar normalmente nos primeiros meses, o veículo apresentou problemas no motor durante uma viagem, no terceiro mês após a compra.

O diagnóstico indicou uma biela solta e o bloco do motor trincado. O orçamento para colocar o caminhão novamente na estrada chegou a R$ 28 mil. Conforme a história, o valor consumiria o lucro acumulado durante três meses de trabalho.

Possível vício oculto

Um defeito grave que não era aparente no momento da compra e só se manifesta depois pode ser enquadrado, dependendo das circunstâncias, como vício oculto. O Código de Defesa do Consumidor prevê que, nessa situação, o prazo para reclamar começa quando o problema é comprovado. Para veículos, considerados produtos duráveis, esse prazo é de 90 dias.

A proteção também pode alcançar caminhões usados quando a negociação é feita com revendedora, concessionária ou outro fornecedor que comercializa veículos profissionalmente. A venda “no estado” não elimina automaticamente a garantia legal, que independe de termo expresso.

Alternativas e cuidados

Se o vício for comprovado, o fornecedor tem, em regra, até 30 dias para resolver o problema após ser comunicado. Se o defeito continuar, o consumidor pode escolher entre pedir a substituição do veículo por outro equivalente e em perfeitas condições, solicitar a restituição do valor pago com atualização monetária e eventuais perdas e danos ou requerer abatimento proporcional do preço. A previsão está no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor.

O caminhoneiro não deve interromper por conta própria as parcelas do financiamento enquanto tenta resolver o problema com a revendedora. A compra e o financiamento podem envolver participantes diferentes, e a suspensão dos pagamentos sem orientação jurídica ou decisão específica pode gerar inadimplência.

A recomendação é reunir contratos, notas fiscais, mensagens, fotos, vídeos, laudos e orçamentos. Antes de desmontar ou reparar completamente o motor, também é importante preservar as provas. Um laudo técnico pode ajudar a esclarecer a origem da falha e a existência de indícios de que o problema já estava presente antes da compra. A revendedora deve ser comunicada formalmente, com registro do defeito e das providências solicitadas.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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