RIO GRANDE DO SUL — O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta terça-feira, 8/9, da abertura dos trabalhos de estruturação do Novo Complexo de Saúde Inteligente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). O projeto prevê investimento de R$ 1,9 bilhão, com participação do BNDES, para reorganizar e modernizar unidades do SUS.
A estrutura vai integrar o Hospital Fêmina, o Hospital Criança Conceição, o Hospital Cristo Redentor e o Centro Obstétrico do Hospital Nossa Senhora da Conceição. A rede terá conexão em tempo real com unidades do SAMU, protocolos automatizados e inteligência artificial para administrar leitos, exames e fluxos.
O complexo será voltado principalmente à saúde da mulher, ao ciclo materno-infantil, à infância e adolescência, ao trauma agudo e a condições clínicas e cirúrgicas complexas. Também reunirá assistência, ensino, pesquisa e inovação, com uso de internet das coisas, big data, telemedicina, monitoramento remoto e dispositivos médicos conectados.
Entre as linhas prioritárias estão mãe-bebê/Rede Alyne, doenças respiratórias em crianças, desenvolvimento infantil, oncologia pediátrica, atendimento a mulheres em situação de violência, trauma agudo, queimados e neurocirurgia.
A infraestrutura terá 750 leitos, incluindo um aumento de 100 leitos operacionais e 100 leitos auxiliares em relação à oferta atual das unidades envolvidas. O projeto prevê 41 salas cirúrgicas preparadas para procedimentos robóticos, 120 leitos de recuperação pós-anestésica e 2 salas exclusivas para queimados.
A nova estrutura deverá ampliar a capacidade do GHC para cirurgias fetais, transplantes, procedimentos cirúrgicos robóticos e outros atendimentos de alta complexidade. O orçamento inclui R$ 69,7 milhões para projetos e serviços, R$ 1,2 bilhão para obras e R$ 526,4 milhões para equipamentos médicos, mobiliário e tecnologias.
O projeto faz parte do Programa de Parcerias e Investimentos. A estruturação será conduzida pelo BNDES, com apoio de um consórcio de consultorias especializadas. Padilha afirmou que a proposta busca liderar a evolução tecnológica por meio do SUS e ampliar o acesso a ferramentas como inteligência artificial e dados integrados dos pacientes.


