Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

SUS amplia preparação para chuvas e inundações no Sul

Ministério da Saúde reforça estruturas, monitoramento climático e atendimento a populações vulneráveis diante do risco de eventos extremos.

SUS amplia preparação para chuvas e inundações no Sul

O Ministério da Saúde reforçou a preparação do SUS para chuvas intensas, tempestades, enxurradas e inundações no Sul. O cenário foi apresentado nesta quarta-feira (16), em coletiva regional com o ministro Alexandre Padilha, técnicos da pasta e representantes da Fiocruz.

O El Niño está em nível forte, com alta probabilidade de chegar a “muito forte” em setembro e permanecer até março de 2027. Na região, o fenômeno pode aumentar o volume de chuvas e afetar a infraestrutura dos serviços de saúde, além de interromper tratamentos.

Entre as medidas anunciadas estão mais de 478 Unidades Básicas de Saúde (UBS) resilientes entregues e em construção pelo Novo PAC. Os espaços têm projetos voltados à resistência a eventos extremos, com terrenos seguros, energia solar, geradores e reserva de água para até 72 horas. O Sul também recebeu 709 ambulâncias do SAMU, soluções para acesso à água potável e reforços na rede de laboratórios de saúde pública e na atenção especializada.

“É urgente avançar na adaptação climática porque as mudanças do clima estão afetando a saúde e levando pessoas à morte”, afirmou Alexandre Padilha. Segundo o ministro, as ações do AdaptaSUS e do Plano de Ação de Belém são baseadas na ciência e consideram que os impactos climáticos não atingem toda a população da mesma forma.

Monitoramento e atendimento

Porto Alegre tem uma base da Força Nacional do SUS, com apoio de inteligência climática. A cidade também abriga um Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC), assim como Curitiba. Os centros acompanham acumulados de chuva e níveis dos rios, orientam gestores locais, apoiam planos de contingência, emitem alertas e boletins e ajudam na qualificação de equipes.

O Ministério da Saúde prevê protocolos para abrigos coletivos temporários com seis pontos de controle: água potável, sanitários adequados, ventilação, triagem de casos graves, vacinação de bloqueio ou emergência e acolhimento psicossocial. Entre os possíveis impactos dos eventos extremos estão leptospirose, gastroenterites, hepatite A, febre tifoide, afogamentos e ferimentos graves.

Quando unidades de saúde são comprometidas, a Força Nacional do SUS pode substituí-las por estruturas móveis e modulares. A operação também prevê o envio de medicamentos de urgência e insumos para purificação de água, em cooperação com o Cemaden e a Defesa Civil.

O AdaptaSUS prevê 27 metas, 93 ações e investimento de R$ 9,8 bilhões, com planejamento até 2035. Em todo o país, estão previstas nove bases regionais da FN-SUS. As três primeiras foram abertas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia. Em 2026, a força realizou 11 missões em oito estados, mobilizou 139 profissionais de 14 categorias e registrou 4.899 atendimentos de saúde.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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