Na construção civil, o uso correto dos óculos de segurança ajuda a limitar o contato dos olhos com poeira, partículas e outros materiais dos canteiros. A proteção é especialmente relevante com a proximidade da primavera, prevista para 22 de setembro, quando alterações de temperatura e umidade podem favorecer a presença de pólen, poeira e esporos de fungos no ar.
A conjuntivite alérgica está entre os problemas associados a esse cenário. A inflamação atinge a conjuntiva, membrana localizada sobre a parte branca dos olhos e na área interna das pálpebras. Coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento e sensação de areia estão entre os sintomas. Quando há secreção, ela costuma ser clara e aparecer em pouca quantidade. A forma alérgica não é transmitida entre pessoas.
Já a secreção espessa e amarelada está associada a conjuntivites infecciosas, que têm características próprias e são contagiosas. Por isso, o médico Maurício Carvalho, gerente de Medicina do Seconci-DF, orienta que irritações oculares não sejam tratadas sem avaliação. “O uso inadequado de colírios pode, inclusive, agravar o problema”, afirma.
Cuidados dentro e fora do trabalho
Além dos equipamentos de proteção individual, a prevenção inclui manter os ambientes limpos e arejados, reduzir o acúmulo de poeira e evitar coçar os olhos. O especialista também recomenda acompanhamento oftalmológico periódico, mesmo quando não há incômodo, para identificar alterações precocemente e preservar a visão.
O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) oferece atendimento oftalmológico gratuito a trabalhadores da construção civil. O serviço pode ser agendado pelo site www.seconci-df.org.br, desde que o profissional esteja contratado por uma das empresas parceiras da entidade.
A instituição também mantém, durante todo o ano, uma campanha de arrecadação de armações de óculos. Após a avaliação oftalmológica, as doações ficam disponíveis para trabalhadores que precisarem de óculos.




