Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Oficina testa negociação de preços para tecnologias avaliadas pelo SUS

Ministério da Saúde e NICE discutiram critérios, contratos de desconto e aplicação de evidências na definição de preços no sistema público brasileiro.

Oficina testa negociação de preços para tecnologias avaliadas pelo SUS

A negociação de preços deve acompanhar a avaliação de tecnologias em saúde para evitar atrasos no acesso dos pacientes, afirmou David Thompson, diretor associado da Equipe de Ligação Comercial do National Institute for Health and Care Excellence (NICE). O tema foi discutido em uma oficina com representantes do Ministério da Saúde e do instituto britânico.

Thompson defendeu que os contratos de desconto sejam estruturados com base em informações robustas, capazes de ser modeladas matematicamente e de demonstrar custo-efetividade. Para ele, os acordos comerciais precisam contribuir para que as recomendações resultem em benefício ao paciente sem interromper os cronogramas de acesso.

Como foi a capacitação

A atividade teve duração de dois dias. No primeiro, os participantes analisaram critérios para escolher os temas que podem chegar à negociação, além de simulações sobre regras regulatórias, prazos e alternativas para lidar com impasses com fornecedores. A segunda etapa tratou da modelagem e da aplicação prática dos acordos.

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS) propôs a oficina, que faz parte da cooperação com o NICE firmada em dezembro de 2025. Também participaram o Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS/SCTIE/MS) e outras áreas do Ministério da Saúde ligadas ao assunto. O DGITS exerce a Secretaria-Executiva da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

No Reino Unido, o NICE usa análises sobre o valor clínico e econômico das tecnologias para orientar acordos com empresas. No Brasil, a Conitec já considera evidências de eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário em seus processos. A proposta é ampliar o uso desses dados na definição de preços, inclusive pelo comitê de negociação de preços do SUS.

Avaliação e negociação

Luciene Bonan, diretora do DGITS, disse que a programação incluiu uma simulação de negociação e informações técnicas e práticas sobre a experiência do NICE, que atua há mais de 25 anos com avaliação de tecnologias em saúde.

Brad Groves, diretor do NICE Advice, afirmou que o trabalho do instituto com o National Health Service (NHS), sistema público de saúde inglês, foi construído ao longo de anos de colaboração. A oficina também abordou desafios e formas de integração entre as equipes envolvidas no processo.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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