Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

SUS amplia cuidado renal integrado e prevê mais atendimento nefrológico

Nova organização reúne diagnóstico, consultas, exames e diálise em uma única frente de cuidados no sistema público.

SUS amplia cuidado renal integrado e prevê mais atendimento nefrológico

O Ministério da Saúde anunciou uma reorganização do atendimento à doença renal crônica no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta reúne diagnóstico, consultas, exames e procedimentos em uma única frente, definida conforme o estágio da doença, até a necessidade de diálise.

A mudança foi apresentada durante um congresso de nefrologia em Belo Horizonte e faz parte da Oferta de Cuidado Integrado (OCI), vinculada ao programa Agora Tem Especialistas. A expectativa da pasta é diminuir o abandono de consultas e outras etapas do acompanhamento, além de reduzir a progressão da doença.

Crescimento dos casos em diálise

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Centro de Diálise e Transplante (ABCDT) indicam que o número de brasileiros em tratamento por diálise aumentou 9,2% em um ano: eram 156.473 em dezembro de 2024 e passaram a 170.868 em dezembro de 2025. O diabetes responde por um terço dos casos que levam à terapia renal no país.

O levantamento estima que 230 mil pessoas precisam de diálise no Brasil. Na época da pesquisa, mais de 60 mil estariam sem acesso ao tratamento. A ABCDT também apontou que a diálise é necessária quando os rins deixam de filtrar adequadamente o sangue.

Segundo Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, a integração deve evitar que pacientes precisem buscar atendimento em diferentes filas. Ele afirmou que o governo pretende elevar de 4,55% para cerca de 15% a participação da diálise no tratamento da doença renal crônica. A pasta também estima ampliar entre 160% e 260% a oferta de atendimento nefrológico para usuários do SUS.

Novos pontos de atendimento

Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o Ministério da Saúde informou ter aberto 25 pontos de hemodiálise, quatro de diálise peritoneal e 33 unidades pré-dialíticas.

Na modalidade mais comum, a hemodiálise filtra o sangue por meio de uma máquina, geralmente em sessões de cerca de quatro horas, três vezes por semana. A frequência pode dificultar a rotina de pacientes que precisam lidar com deslocamentos, custos de transporte e conciliação com trabalho e outras atividades.

A doença renal crônica é caracterizada pela perda persistente e progressiva da capacidade dos rins de filtrar o sangue, eliminar resíduos e controlar líquidos e substâncias no organismo. Sem acompanhamento adequado, pode avançar para estágios mais graves e elevar o risco de complicações cardiovasculares e morte.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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