Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Augusto Cury chega a dois dígitos e movimenta disputa pela terceira via em 2026

Candidato do Avante avançou nas pesquisas AtlasIntel e BTG/Nexus após ganhar exposição em debates e nas redes sociais.

Augusto Cury cresce nas pesquisas e reacende 3ª via em eleição polarizada
Foto: Otávio Brito/Art Metrópoles

Augusto Cury (Avante) alcançou dois dígitos em uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência em 2026 e passou a ocupar a terceira colocação em dois levantamentos divulgados nessa segunda-feira (31/8). O resultado recolocou em discussão a possibilidade de uma candidatura alternativa à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na AtlasIntel, Cury subiu de 1,6% para 7,8%, avanço de 6,2 pontos. Na BTG/Nexus, passou de 2% para 11%, alta de 9 pontos. Com o desempenho, tornou-se o primeiro nome fora do eixo Lula-Flávio a atingir dois dígitos em uma pesquisa para o Planalto em 2026.

Exposição e posicionamento

Para Marcelo Tokarski, CEO do Nexus, o crescimento no levantamento BTG/Nexus está ligado à repercussão da sabatina de Cury no Jornal Nacional, realizada no último sábado (29/8). O candidato ganhou visibilidade nas redes e apareceu entre os nomes mais buscados no Google no Brasil, segundo o executivo.

Tokarski afirmou que a exposição pode ter aproximado eleitores que ainda não haviam escolhido um candidato. O movimento teria alcançado principalmente pessoas inclinadas a votar em Flávio Bolsonaro, além de parcelas dos eleitorados de Lula e do ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo).

O executivo ponderou que ainda não é possível afirmar que o crescimento representa uma tendência consolidada. Para ele, Cury pode continuar avançando, manter o patamar ou recuar após o aumento de interesse nas redes.

Na avaliação de Tokarski, a postura moderada e menos confrontativa também amplia o alcance de Cury em comparação com candidatos que tentam romper a polarização por meio de um discurso mais agressivo, como Renan Santos (Missão).

Yuri Sanches, diretor de análise política da AtlasIntel, avaliou que o escritor ocupou um espaço ainda não preenchido entre os candidatos que se apresentam como alternativa. Segundo ele, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema concentraram seus discursos no eleitorado de direita, enquanto Cury buscou dialogar também com eleitores de Lula.

Sanches citou como marco o debate da Band, quando Cury criticou Renan Santos por atacar eleitores de Lula. Os dados da AtlasIntel indicam avanço entre eleitores dos dois principais polos, com maior força entre quem votou em Jair Bolsonaro em 2022: quase 10% desse grupo, contra cerca de 4% entre os eleitores de Lula no segundo turno.

Campanha aposta em presença digital

O analista também identificou crescimento entre mulheres, eleitores de menor renda e moradores do Nordeste, além de avanço no Centro-Oeste, no Norte e entre eleitores de direita não bolsonarista. Apesar do salto, estimou que Cury poderia se estabelecer entre 4% e 5% caso consolide o desempenho.

A assessoria de Cury atribuiu a alta ao aumento da exposição durante a campanha e à circulação de entrevistas, debates, propostas e agendas nas redes sociais. A equipe informou que o candidato concentra o discurso em educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização política.

O crescimento digital também gerou questionamentos entre campanhas adversárias. Rivais estudam acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar o engajamento de Cury. A suspeita envolve o aumento de mais de 2 milhões de seguidores no Instagram após o debate da Band, considerado não orgânico pelos adversários.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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