A ex-deputada Manuela D’Ávila denunciou o uso de um adesivo com seu rosto riscado em vermelho, em formato semelhante a um alvo, pelo deputado federal Luciano Zucco (PL). O material também trazia a expressão “Anti-Manu” e foi exibido durante o período de convenções partidárias.
Manuela tornou o caso público nas redes sociais nesta segunda-feira (27) e dirigiu uma carta aberta a Zucco. Ela relacionou o episódio a um histórico de montagens, acusações falsas e ameaças de morte que, segundo seu relato, atingiram sua imagem e sua família ao longo de mais de uma década.
Na manifestação, a ex-deputada afirmou que precisou explicar a agressão à própria filha e questionou como Zucco explicaria o símbolo à filha dele. Também destacou a gravidade de ter o rosto marcado dessa forma em um estado com altos índices de feminicídio.
Disputa eleitoral
O texto associa o episódio à disputa eleitoral no Rio Grande do Sul. Manuela aparece com 30,7% das intenções de voto para o Senado, empatada tecnicamente com Marcel van Hattem (Novo) e Germano Rigotto (MDB). Zucco concorre ao governo estadual contra Juliana Brizola (PDT).
A frente formada por PDT, PT, PSOL, PSB, PCdoB, PV, Rede e Avante lançou ainda o ex-ministro Paulo Pimenta ao Senado. Do outro lado, partidos conservadores se reúnem em torno da candidatura de Zucco. O presidente estadual do PL, Giovani Cherini, também é citado por ter defendido uma disputa “sem regras”.
O episódio foi relacionado ainda a ataques dirigidos a Manuela durante as campanhas de 2018, 2020 e 2022. Entre as ameaças mencionadas estão mensagens direcionadas à filha da ex-deputada, que tinha seis anos na ocasião.
Até o momento descrito, Zucco não havia apresentado justificativas para o uso do adesivo.




