CAMPO GRANDE — Maurício Matheus e Andressa Martins transformaram um carrinho de pipoca em uma rede com 45 unidades e faturamento de R$ 26 milhões em 2025. O negócio começou em 2018, com investimento inicial de R$ 1,7 mil e vendas diárias abaixo de R$ 200.
A operação foi criada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. No início, a Baurucas oferecia três sabores de pipoca artesanal: churros, leite em pó e paçoca. A aceitação não foi imediata, e parte do público resistia a pagar mais por um produto com proposta artesanal.
Do carrinho aos quiosques
Quatro meses após o início das atividades, o casal mudou o carrinho para a rodoviária de Campo Grande. A intenção era abandonar as vendas na rua e encontrar uma estrutura que permitisse ampliar o negócio.
Cerca de um ano depois, os dois abriram o primeiro quiosque no Park Shopping Campo Grande. A mudança levou a marca a um local com maior circulação de consumidores e encerrou a fase do carrinho.
Durante a pandemia, o fechamento temporário da unidade fez o casal improvisar uma cozinha na casa dos pais de Maurício. A partir dali, as vendas passaram a ser feitas por meio de entregas. A estratégia ajudou a manter os clientes e permitiu testar novos sabores.
Com a retomada das atividades, a Baurucas voltou aos quiosques e entrou no sistema de franquias em 2022. A rede passou a ocupar principalmente shoppings do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais, além de outros pontos comerciais.
Produção e expansão
A empresa também criou uma fábrica própria em Campo Grande, com capacidade para produzir cerca de 10 toneladas de pipoca por mês e abastecer as unidades.
O cardápio, que começou com três opções, atualmente reúne 18 sabores, entre alternativas permanentes e lançamentos sazonais. O carrinho comprado por R$ 1,7 mil ficou como o início da trajetória que levou a marca a 45 unidades e ao faturamento de R$ 26 milhões em 2025.



