Aos 71 anos, Richard Brown transformou o incômodo com palitos de madeira usados em bananas congeladas em um novo empreendimento. O médico, que construiu carreira em radiologia, medicina nuclear e ensino universitário, criou o Poka Snack, um utensílio reutilizável para prender frutas durante o congelamento ou enquanto recebem coberturas como chocolate.
Brown se formou em Medicina pela Universidade de Michigan em 1980. Depois, trabalhou por cerca de duas décadas na prática privada e, em 2004, voltou à instituição como professor. A universidade atualmente o lista como professor emérito de Radiologia, na Divisão de Medicina Nuclear.
A aposentadoria formal ocorreu em 2020, mas ele assumiu outra função acadêmica já na semana seguinte. Mais tarde, também passou a atuar no setor de tecnologia em saúde. O desenvolvimento de um produto voltado ao consumidor representou uma experiência diferente da trajetória na medicina e no ensino.
Da ideia ao produto
A inspiração veio do hábito de consumir frutas congeladas, especialmente bananas. Brown não gostava dos palitos tradicionais porque eles podiam quebrar, não prendiam a fruta como ele desejava, absorviam odores do congelador e poderiam soltar farpas. Como não encontrou uma alternativa pronta que o convencesse, decidiu desenvolver a própria solução.
Foram produzidos e testados cerca de 40 protótipos até a definição do formato. Embora a banana tenha dado origem ao projeto, o Poka Snack também pode ser usado com morango, kiwi, manga e abacaxi.
Para levar a ideia adiante, Brown estudou desenho de produto, fabricação, materiais seguros para contato com alimentos, embalagem, propriedade intelectual, financiamento coletivo e divulgação nas redes sociais. Ele também afirma ter usado ferramentas de inteligência artificial na concepção, no planejamento, na criação da marca e no marketing.
O projeto chegou ao Kickstarter em agosto de 2026. Antes do lançamento, Brown protocolou nos Estados Unidos um pedido de patente de design relacionado ao produto e decidiu procurar uma fabricante norte-americana.
Em setembro, o projeto já reunia mais de 14 mil seguidores no TikTok. A mudança levou Brown, depois de décadas dedicadas à medicina, aos pacientes e ao ensino, a aprender etapas de criação e comercialização de um produto físico.



