Porto Alegre, Sábado, 26 de setembro de 2026
Brasil

Caiado questiona papel de Flávio Bolsonaro como pacificador do país

Candidato do PSD também criticou Lula por não articular uma resposta institucional diante das tensões envolvendo o STF.

Caiado afirma que o senador Flávio Bolsonaro não tem condição de ser “pacificador” do País

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (16) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), também concorrente ao Palácio do Planalto, não reúne condições para atuar como pacificador diante da situação institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa após um almoço com empresários promovido pelo YPO, rede que reúne executivos e CEOs. Gilberto Kassab, candidato a vice-presidente na chapa de Caiado, participou do encontro.

Caiado defendeu que um presidente tenha autoridade moral para conduzir uma negociação entre os Poderes. “Qual é a condição que ele [Flávio] tem?”, questionou. Para o candidato do PSD, a condução do país exigiria a construção de uma saída institucional.

Críticas a Flávio e Lula

Questionado sobre o filme Dark Horse e as negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar a produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Caiado disse acompanhar as investigações. Ele também afirmou que os candidatos ao Planalto deveriam estar acima de qualquer suspeita.

Flávio confirmou em maio ter procurado Vorcaro em busca de patrocínio privado para o filme. O senador negou ter recebido vantagens ou oferecido contrapartidas. Relatórios da Polícia Federal divulgados em setembro detalharam mensagens e cobranças relacionadas aos recursos destinados à produção.

Caiado também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação dele, Lula deveria ter buscado antes uma articulação entre os Poderes e feito um pronunciamento à nação sobre as tensões com o Supremo. “Se o presidente não estivesse com as mãos sujas, ele teria que ter feito um pronunciamento à nação”, declarou.

Para Caiado, o impasse institucional afeta a credibilidade do Judiciário e mostra falta de direção no país. Ele disse que o tema e a economia concentraram as conversas com os empresários.

Na área econômica, o candidato relatou preocupação dos participantes com a taxa básica de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) realiza sua reunião de setembro nesta terça e quarta-feira (15 e 16).

Caiado voltou a defender a redução do ritmo de crescimento das despesas públicas para abrir espaço a juros menores. Entre as propostas citadas, estão limitar a expansão dos gastos à metade do crescimento da economia registrado no ano anterior e cortar despesas nos Poderes após a aprovação de uma reforma administrativa.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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