Porto Alegre, Sábado, 26 de setembro de 2026
Brasil

Caiado promete reduzir juros sem cortar programas sociais

Candidato do PSD defende limite temporário para despesas, revisão de incentivos fiscais e corte de emendas parlamentares.

Em agenda na Paulista, Caiado diz que dá para cortar gastos sem reduzir projetos sociais

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, afirmou neste domingo (20) que pretende reduzir a taxa básica de juros para perto de 7% ao ano sem diminuir programas sociais ou mudar as regras da Previdência.

Durante caminhada na Avenida Paulista, ao lado de Gilberto Kassab e Mara Gabrilli, Caiado disse que o ajuste fiscal não deve atingir aposentados nem beneficiários de programas sociais. “Equilíbrio fiscal não briga com projetos sociais”, declarou.

O candidato citou sua administração em Goiás como exemplo. Segundo ele, o estado recuperou as contas, alcançou nota B+ na Capag, avaliação do Tesouro Nacional sobre a capacidade de pagamento dos entes, e ampliou investimentos direcionados à população mais pobre.

Propostas para as contas públicas

A principal medida econômica apresentada por Caiado é uma proposta de emenda à Constituição, válida por 24 meses, para limitar os gastos do governo a no máximo 50% do crescimento do PIB. Ele também promete eliminar 100% das emendas parlamentares impositivas, revisar incentivos fiscais e auditar, com ferramentas de inteligência artificial, os repasses de programas federais.

O plano inclui ainda um corte de 25% em todos os Poderes e órgãos ligados ao governo federal. Na área de segurança, Caiado quer criar uma estrutura no Ministério da Segurança Pública para combater a corrupção, cruzando dados da CVM, do Coaf, da Receita Federal e da inteligência da Polícia Federal.

Pelas estimativas do candidato, as medidas levariam os juros a cerca de 7% e a inflação para entre 3,5% e 4%. Na última quarta-feira (16), o Copom do Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano.

Caiado afirmou que os juros elevados são consequência de uma política fiscal baseada em gastos acima da capacidade do governo. Mudanças na idade ou no tempo de contribuição para aposentadoria não estão entre as medidas imediatas. Para ele, uma reforma desse tipo levaria cerca de dez anos para produzir efeitos, enquanto o país precisa de ações emergenciais.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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