A chapa formada por Luciano Zucco (PL) e Silvana Covatti (PP) para o governo do Rio Grande do Sul, com Marcel Van Hattem (Novo) ao Senado, é apresentada como uma versão estadual da aliança entre o bolsonarismo e o PP articulada em âmbito nacional.
A crítica relaciona essa composição ao escândalo envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. O senador Ciro Nogueira, presidente do PP e comandante da federação partidária com o União Brasil, é acusado de manter vínculos financeiros com o banqueiro. O texto também afirma que Flávio Bolsonaro tratava Vorcaro como “irmão” e reproduz uma mensagem enviada em 16 de novembro de 2025: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”.
Banco Master e disputa eleitoral
A avaliação contesta a justificativa de Flávio Bolsonaro de que Vorcaro era, quando houve o contato, uma figura amplamente aceita por autoridades e instituições financeiras. O pedido de R$ 134 milhões teria ocorrido em 17/11, um dia antes da liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central, marcada para 18/11. Também é citado o fato de o Banco Central ter proibido, dois meses antes, a aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
O texto atribui a expansão do banco a facilidades, omissões e cumplicidades na gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central. Também relaciona o esquema a contatos com políticos bolsonaristas no Congresso e com governos municipais e estaduais alinhados ao grupo.
No Rio Grande do Sul, a crítica afirma que Zucco repete versões de Flávio Bolsonaro sobre o caso. O candidato disse que tentam transformar em escândalo político um pedido de patrocínio privado para um filme. A avaliação sustenta que o episódio pode afetar candidaturas da extrema-direita e cita, como alternativa eleitoral no estado, a chapa de Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT).




