Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Conselho de Ética suspende mandatos de Van Hattem, Pollon e Zé Trovão

Deputados foram punidos por participação em ocupação da Mesa Diretora que interrompeu os trabalhos da Câmara por 30 horas.

Conselho de Ética da Câmara aprova suspensão de deputados por motim

O Conselho de Ética da Câmara aprovou a suspensão dos mandatos de Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) por dois meses. A punição está relacionada à participação dos deputados no motim que impediu o funcionamento da Casa por 30 horas em agosto do ano passado.

A suspensão de Van Hattem e Pollon foi aprovada por 13 votos a favor e 4 contra. No caso de Zé Trovão, foram 15 votos favoráveis e 4 contrários. A sessão começou por volta das 13h e durou mais de nove horas.

O colegiado aprovou o parecer do relator Moses Rodrigues (União-CE), que apontou quebra de decoro parlamentar. Na semana passada, ele afirmou que o direito à oposição "não pode se converter em uma autorização para inviabilizar, mediante ocupação física, o funcionamento regular da Câmara".

Justificativas para a punição

Segundo o parecer, Marcos Pollon ocupou a cadeira da presidência da Câmara e impediu o retorno do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Marcel Van Hattem sentou-se em uma cadeira da Mesa Diretora para bloquear o acesso e o exercício das funções por Motta.

Ainda de acordo com a justificativa, Zé Trovão usou o próprio corpo para impedir a chegada de Motta à cadeira da presidência e colocou a perna na escada de acesso à Mesa. Em seu voto, Moses Rodrigues defendeu que a Câmara deveria "impor reprimenda severa".

Os deputados tiveram até 30 minutos para apresentar defesa. Eles alegaram perseguição, criticaram o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes, além de citarem aliados condenados, como Alexandre Ramagem e Carla Zambelli. Também questionaram o formato híbrido da votação.

Os parlamentares podem recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Caso a medida seja rejeitada, ainda poderão levar o recurso ao plenário da Câmara, que terá a decisão final.

O processo foi aberto em outubro. Outros participantes do motim receberam indicações de punições menores, como advertência por escrito. A ocupação ocorreu durante os dias 5 e 6 de agosto, em uma mobilização pela votação de projetos de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, pelo fim do foro privilegiado e do pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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