Porto Alegre, Sábado, 26 de setembro de 2026
Brasil

A escolha da madeira define o calor e o sabor do churrasco

Carvão vegetal e lenha queimam de formas diferentes e exigem ajustes no tempo, na posição da carne e no controle do fogo.

A escolha da madeira define o calor e o sabor do churrasco
Foto: Reprodução/Pexels

A escolha do combustível interfere diretamente no preparo do churrasco. Carvão vegetal e lenha vêm da madeira, mas produzem calor, chama e fumaça de maneiras distintas — e a troca entre eles exige adaptação para evitar mudanças no ponto da carne.

O carvão vegetal passa por carbonização, processo em que a madeira é aquecida com pouco oxigênio. Parte de seus componentes é eliminada, aumentando a concentração de carbono no material. Com isso, ele costuma alcançar temperaturas elevadas rapidamente e formar uma brasa mais estável.

Essa estabilidade facilita o controle da distância entre a carne e a fonte de calor. Por isso, o carvão é bastante usado em churrasqueiras domésticas e em cortes que precisam de calor intenso e constante. Durante o preparo, também tende a apresentar menos variação na temperatura.

A lenha conserva mais características da madeira original. Ao queimar, produz chama, fumaça e compostos aromáticos que podem alterar o sabor dos alimentos. Esse comportamento é usado em preparos que valorizam o fogo indireto e o aroma defumado.

Fumaça e escolha da madeira

O resultado também depende da madeira utilizada. Diferentes espécies liberam quantidades variadas de compostos associados ao aroma e à intensidade da fumaça. Madeiras tratadas, pintadas ou que tenham recebido produtos químicos não são indicadas para cozinhar, pois podem liberar substâncias prejudiciais durante a queima.

A lenha ainda passa por uma fase inicial de chama mais intensa antes de formar brasas. Por isso, substituir o carvão sem alterar o preparo pode fazer a carne cozinhar de outra maneira. É possível que seja necessário mudar a posição do alimento, o tempo de exposição ao fogo e a quantidade de combustível.

Cortes mais grossos, como peças inteiras de costela e carnes de cozimento prolongado, podem se beneficiar do uso de lenha com fogo controlado por mais tempo. Bifes altos e peças menores, preparados rapidamente, costumam ser mais fáceis de manejar com carvão vegetal.

Essa divisão não é absoluta. A experiência de quem prepara o churrasco, o equipamento e a variedade de madeira ou carvão também influenciam o resultado. Além de escolher o combustível, é importante verificar sua qualidade: o carvão deve ter origem regularizada e produção adequada, enquanto a lenha precisa ser própria para queima e não ter procedência desconhecida.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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